<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Paragons &#187; Medieval</title>
	<atom:link href="http://www.paragons.com.br/tag/medieval/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.paragons.com.br</link>
	<description>Ano 2, mas ainda suscetível à trolls!</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 Sep 2010 22:48:53 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	
		<item>
		<title>Pré-Venda de As Crônicas do Gelo e Fogo: A Guerra dos Tronos</title>
		<link>http://www.paragons.com.br/venda-cronicas-geloefogo/</link>
		<comments>http://www.paragons.com.br/venda-cronicas-geloefogo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Sep 2010 15:00:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>d.darkangellus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros e Contos]]></category>
		<category><![CDATA[NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[GreenRonin]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra dos Tronos]]></category>
		<category><![CDATA[Lançamento]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Medieval]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paragons.com.br/?p=15585</guid>
		<description><![CDATA[Depois de divulgar a capa do primeiro volume da série As Crônicas de Gelo e Fogo: A Guerra dos Tronos (Song of Ice and Fire: A Game of Thrones), produzida pelo escritor americano George R.R. Martin, o lançamento da Leya Cult, selo da Editora Leya, já está em pré-venda e tem site disponível. O lançamento do livro está previsto para 15 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Depois de divulgar a <a href="http://www.paragons.com.br/divulgada-a-capa-de-a-guerra-dos-tronos/">capa do primeiro volume da série</a><strong> As Crônicas de Gelo e Fogo: A Guerra dos Tronos</strong> (<em>Song of Ice and Fire: A Game of Thrones</em>), produzida pelo escritor americano George R.R. Martin, o lançamento da Leya Cult, selo da <a href="http://www.leya.com/gca/index.php?id=110">Editora Leya</a>, já está em pré-venda e tem <a href="http://www.ascronicasdegeloefogo.com/">site disponível</a>.<span id="more-15585"></span></p>
<p style="text-align: justify;">O lançamento do livro está previsto para 15 de setembro, e pode ser encontrado em pré-venda nas <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=5096184&amp;id_link=6976" target="_blank">Livraria Cultura</a> e <a href="http://links.lomadee.com/ls/bXZuNTtmaTV~Z1ZiZTsyMzAyNDY0MDswOzE3NjszMzQwNzc1NjswO0JS.html" target="_blank">Saraiva</a> com suas impressionantes 592 páginas por apenas R$ 49,90. Você ainda pode ler o primeiro capítulo que está completamente disponível no site: <a href="http://www.pavablog.com/guerradostronos/leia-1-capitulo/">A Guerra dos Tronos &#8211; Primeiro Capítulo</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-15586" href="http://www.paragons.com.br/venda-cronicas-geloefogo/as-cronicas-do-gelo-e-fogo/"><img class="aligncenter size-full wp-image-15586" title="As Crônicas do Gelo e Fogo" src="http://www.paragons.com.br/wp-content/uploads/2010/09/As-Crônicas-do-Gelo-e-Fogo.jpg" alt="" width="300" height="420" /></a></p>
<blockquote><p style="text-align: justify;"><strong>Sinopse:</strong> Em A guerra dos tronos, o primeiro livro da aclamada série As crônicas de gelo e fogo, George R. R. Martin &#8211; considerado o Tolkien americano &#8211; cria uma verdadeira obra de arte, trazendo o melhor que o gênero pode oferecer. Uma história de lordes e damas, soldados e mercenários, assassinos e bastardos, que se juntam em um tempo de presságios malignos. Cada um esforçando-se para ganhar este conflito mortal: a guerra dos tronos. Mistério, intriga, romance e aventura encherão as páginas deste livro, agora também um blockbuster da HBO!</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Anteriormente, o Paragons também já informou sobre a produção, confira o primeiro teaser trailer da série Game of Thrones: <a href="http://www.paragons.com.br/hbo-divulga-primeiro-trailer-de-game-of-thrones/"><strong>HBO Divulga Primeiro Trailer de Game of Thrones</strong></a>.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>

	Tags: <a href="http://www.paragons.com.br/tag/fantasia/" title="Fantasia" rel="tag">Fantasia</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/greenronin/" title="GreenRonin" rel="tag">GreenRonin</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/guerra-dos-tronos/" title="Guerra dos Tronos" rel="tag">Guerra dos Tronos</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/lancamento/" title="Lançamento" rel="tag">Lançamento</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/literatura/" title="Literatura" rel="tag">Literatura</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/medieval/" title="Medieval" rel="tag">Medieval</a><br />
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paragons.com.br/venda-cronicas-geloefogo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Kzak &#8211; Parte 18</title>
		<link>http://www.paragons.com.br/kzak-parte-18/</link>
		<comments>http://www.paragons.com.br/kzak-parte-18/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 28 Aug 2010 15:00:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jones V. Gonçalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros e Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Medieval]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paragons.com.br/?p=14854</guid>
		<description><![CDATA[Capítulo 18 &#8211; Serviço sujo Fazia algum tempo que ele esperava ali, seguiu o bando que Malock contratara para seguir desde que saíram de Tordil, um meio-Krell, uma elfa e um humano vieram direto para Imalthar. Já um outro meio-Krell e um halfling teriam subido para Boolai, deveriam fazer uma espécie de reconhecimento, nesta tarde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: justify;">Capítulo 18 &#8211; Serviço sujo</h2>
<p style="text-align: justify;">Fazia algum tempo que ele esperava ali, seguiu o bando que Malock contratara para seguir desde que saíram de Tordil, um meio-Krell, uma elfa e um humano vieram direto para Imalthar. <span id="more-14854"></span>Já um outro meio-Krell e um halfling teriam subido para Boolai, deveriam fazer uma espécie de reconhecimento, nesta tarde os dois chegaram avisando que os alvos chegariam a noite. Ficou atrás destes por mais algum tempo já que sabia aonde encontrar Alef e os outros e assim se viu nas partes mais pobres da cidade. Agora queria apenas esperar Alef retornar, não queria se intrometer ainda mais, mas algo chamou a sua atenção e ele foi ao encontro do amigo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não achei que veria um caçador aqui pelas ruas de Imalthar. – Falou ele ao cruzar a rua em frente a estalagem, Alef virou-se e um meio sorriso aparecia em seu rosto.</p>
<p style="text-align: justify;">- Isso não seria comum, não posso falar o mesmo de ver um Garko nestas ruas que para todos abrem espaço.</p>
<p style="text-align: justify;">- Para a minha sorte amigo e também para o seu azar.</p>
<p style="text-align: justify;">- O que faz aqui Dimitri?</p>
<p style="text-align: justify;">- Estou seguindo Malock desde a floresta Etilia.</p>
<p style="text-align: justify;">- Malock esta aqui?</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim, ele quer a mascara e irá tentar de tudo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não vi mais o artefato, um de nós o carrega em segurança.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não quero saber quem o leva, estou aqui apenas para avisá-lo meu amigo. Vocês estão em perigo, Malock contratou seu antigo grupo para caça-los.</p>
<p style="text-align: justify;">- Maer.</p>
<p style="text-align: justify;">- Como?</p>
<p style="text-align: justify;">- Um velho conhecido, um halfling chamado Maer.</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim, há um halfling com eles.</p>
<p style="text-align: justify;">- Isso é ruim, existe algum outro grupo de garkos na cidade?</p>
<p style="text-align: justify;">- Não meu amigo, eles se foram há mais de uma semana. Subiram as montanhas à norte da cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">- Levaram o manto?</p>
<p style="text-align: justify;">- Não, o manto parece não estar com Dante, mas ele sabe seu paradeiro.</p>
<p style="text-align: justify;">- Como é Dante? Você sabe?</p>
<p style="text-align: justify;">- Um ser mesquinho, faz qualquer coisa por ouro e muito mais por poder, um refugiado das terras do Deus Único que montou sua guilda de mercadores aqui, hoje em dia tem muitos contatos e muita influência.</p>
<p style="text-align: justify;">- Nós o encontraremos amanhã.</p>
<p style="text-align: justify;">- Ficarei de olho nos passos de nossos inimigos, voltarei amanhã a noite.</p>
<p style="text-align: justify;">- Preciso de mais informações sobre o movimento dos garkos, tem como conseguir? – Pediu Alef.</p>
<p style="text-align: justify;">- Tenho meu amigo, terei noticias amanhã a noite.</p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-15475" href="http://www.paragons.com.br/kzak-parte-18/kzak-12/"><img class="aligncenter size-full wp-image-15475" title="Kzak" src="http://www.paragons.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Kzak2.jpg" alt="" width="495" height="690" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Alef entrou no quarto de Evinwerr rapidamente, estava calmo, mas a urgência aparecia estampada em seu rosto.</p>
<p style="text-align: justify;">- Chame os outros, tenho noticias sobre muitas coisas. – O elfo saiu do quarto indo direto chamar o resto de seus amigos.</p>
<p style="text-align: justify;">Por pouco tempo o assassino esperou, a primeira a entrar foi Miriane, logo atrás dela vieram Degos e Shiara para então entrar Mirthand junto a Evinwerr.</p>
<p style="text-align: justify;">- E então o que descobriu Alef? – Perguntou a impaciente Miriane.</p>
<p style="text-align: justify;">- Existe uma grande chance de falarmos com Dante amanhã, consegui que um contato marcasse uma audiência com ele.</p>
<p style="text-align: justify;">- Isso é bom, o que mais conseguiu?- Degos já havia voltado ao seu estado natural.</p>
<p style="text-align: justify;">- Dante não tem mais o manto.</p>
<p style="text-align: justify;">- O que? E como esta informação pode nos ajudar? – Mirthand ficou um tanto agitado.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não temos mais de falar com ele então, provavelmente os garkos já estão com o manto.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não Miriane, os garkos saíram da cidade sem o manto, eles subiram a montanha. Temos de falar com Dante pois ele sabe o paradeiro do artefato.</p>
<p style="text-align: justify;">- Onde conseguiu tantas informações? – Shiara estava um pouco espantada.</p>
<p style="text-align: justify;">- Nunca estive em Imalthar, mas um amigo já esteve e uma vez me contou tudo sobre estas ruas e como conseguir informações mais rapidamente.</p>
<p style="text-align: justify;">- Algo ainda não foi contado Alef, você ainda parece meio inquieto?</p>
<p style="text-align: justify;">- Eu sei, existe um oficial dos exércitos garkos que esta nos caçando, ele se chama Malock. Dimitri contou-me sobre ele em Navel, parece que agora ele usa um grupo de caçadores para nos pegar, um deles eu conheço e vi na cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">- Quão fortes eles podem ser meu amigo? – Degos olhava esperando uma resposta.</p>
<p style="text-align: justify;">- Ainda não sei Degos, só posso supor que são habilidosos.</p>
<p style="text-align: justify;">- Por isso pediu para que ficássemos aqui? Para nos proteger deles?</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim Miriane, mas amanhã teremos de ficar juntos para a audiência.</p>
<p style="text-align: justify;">- Um bom momento para que eles ataquem. – Miriane ainda estava calma.</p>
<p style="text-align: justify;">- Pode ser, mas talvez nos queiram pegar um a um.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não sei, talvez esse não seja o plano.</p>
<p style="text-align: justify;">- Pode ser Degos, só podemos agora descansar e esperar pelo que acontecerá. – Concluiu Mirthand no que todos voltaram para os seus quartos.</p>
<p style="text-align: justify;">Na manhã seguinte uma carta com os seguintes dizeres foi deixada na soleira da porta de Alef: “No meio da manhã deves ir até a praça do olho d’água, lá terás que entrar na sede da guilda dos mercadores do sul, Dantes estará lhe esperando. Ass: Zaeg”. Ele leu a carta e chamou seus amigos, a esperada reunião estava próxima.</p>
<p style="text-align: justify;">A praça do olho d’Água era um local da ala leste da cidade, em seu centro um enorme chafariz servia de cenário para todos os tipos de negócios escusos ou não. A guilda dos mercadores do sul tinha sua sede em um prédio na frente do chafariz, um prédio antigo que fora reformado há pouco quando Dante o comprou. Ao entrar no prédio foram saudados por dois homens bem armados, estes escoltaram-nos até a sala comunal da guilda onde Dante os esperava sentado em uma espécie de trono finamente confeccionado em carvalho ao que parecia. O mercador era um homem corpulento vestido em roupas nobres e sua postura mostrava poder, aberas do trono duas estatuas na forma de homens medindo cerca de dois metros e meio aproximadamente portando espadas apropriadas para seus tamanhos encaravam uma a outra em eterno confronto.</p>
<p style="text-align: justify;">- Um grupo e tanto é o que temos aqui, sei que não são mercadores e por isso tenho pouco tempo para vocês, o que desejam de mim? – Disse ele logo que o primeiro de seus guardas abriu passagem para o grupo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Desejamos informações senhor Dante. – Respondeu de pronto Alef.</p>
<p style="text-align: justify;">- Procurem Zaeg, se isso é tudo saiam.</p>
<p style="text-align: justify;">- Muito corajoso. – Começou Mirthand – Para quem tem apenas dois soldados aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">- É uma ameaça garoto, se for então você que é corajoso. – Neste momento ouviu-se um ruído atrás dele e ao olhar o que era Mirthand notou que as estatuas mudaram sua postura, as duas ficaram de frente para ele encarando-º</p>
<p style="text-align: justify;">- Sinto muito pelas palavras dele senhor Dante, Zaeg não tem a informação de que precisamos, apenas o senhor. – Alef tentou remediar a situação olhando para Degos que tinha uma das mãos no cabo de sua espada.</p>
<p style="text-align: justify;">- Pela ação temerária de seus amigos parece que vocês não precisam de minha ajuda, mas farei algo por vocês. – Ele fez uma pausa. – Seus amigos devem sair agora e então poderemos conversar.</p>
<p style="text-align: justify;">- Eles não mais incomodarão.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não tenho tempo para isso, ou eles saem ou eu não mais o atenderei.</p>
<p style="text-align: justify;">- O que acha Alef. – Disse Degos num tom mais baixo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Acho que agora não temos outra escolha meu amigo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Muito bem sairemos então. – Degos abriu os braços e começou a caminhar para trás levando seus companheiros consigo. Mirthand tentou resistir, mas o cavaleiro o levou ainda assim. – Esperaremos por você na praça.</p>
<p style="text-align: justify;">- Agora – disse Dante quando todos saíram. – Diga-me senhor Alef Darkblood o que o trás até meus domínios.</p>
<p style="text-align: justify;">- Dante Smashfingers faz muito tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Pensei que você tivesse morrido junto com todos os membros da guilda.</p>
<p style="text-align: justify;">- Pelo que sei sou o único que sobreviveu e deve haver uma boa recompensa pela minha cabeça.</p>
<p style="text-align: justify;">- Isso é bem sugestivo, quem sabe eu ofereça a minha cabeça junto, já que sou fugitivo. Agora sem rodeios diga-me qual é a informação de que vocês precisam?</p>
<p style="text-align: justify;">- Precisamos do paradeiro do manto de Kzak.</p>
<p style="text-align: justify;">- Estranho.</p>
<p style="text-align: justify;">- O que é estranho?</p>
<p style="text-align: justify;">- Lucrei bastante vendendo o manto e agora lucro de novo com a informação de quem o tem. Há umas semanas vieram a mim alguns garkos e eles me pagaram cinqüenta mil moedas de ouro pela informação.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não tenho esta quantia.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não se preocupe com isso Alef, tenho um serviço para você e será seu pagamento.</p>
<p style="text-align: justify;">- Você é esperto Dante, por isso fazê-los sair, não poderia me sugerir um serviço na frente de um cavaleiro não é?</p>
<p style="text-align: justify;">- Você está certo neste ponto Alef, sempre que precisava dos serviços da guilda eu o escolhia, agora com você aqui não seria diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">- O que você tem em mente? – Alef sabia que Dante o descobrira há muito tempo, sabia quem ele era dentro da guilda e era talvez o único de fora naquela época que conhecia seu nome.</p>
<p style="text-align: justify;">- Aqui tenho muitos concorrentes meu amigo, não posso confiar nas guildas de assassinos daqui, temo alguma retaliação já que Zaeg é ligado a todas as guildas e sabe quase tudo que ocorre por aqui, o único meio de ele não saber é contratar alguém de fora.</p>
<p style="text-align: justify;">- Fale de seus concorrentes.</p>
<p style="text-align: justify;">- Existem três guildas nesta cidade. A minha que controla todo o negócio na parte sul e algo no leste da cidade, a guilda local que comanda os negócios na cidade nas áreas norte e oeste e a guilda dos orientais que se estabeleceu a pouco tempo na área leste e vem tomando conta do meu território.</p>
<p style="text-align: justify;">- O que você quer?</p>
<p style="text-align: justify;">- Enfraquecer aos dois, quero que você encontre um meio de me dar vantagem nesta disputa sem me comprometer. Se conseguir então terá o que quer.</p>
<p style="text-align: justify;">- Para isso precisarei de informações sobre as duas guildas.</p>
<p style="text-align: justify;">- Pouco posso dizer sobre isso. – O homem parou, alisou um pouco o queixo observando Alef nos olhos, depois prosseguiu. – A guilda que vem do oriente é formada por cinco famílias sendo que uma delas é a que abriga o líder da guilda. Pelo que meus homens descobriram existe uma rixa entre as famílias e o único que consegue uni-las é o líder, o senhor Yoguro Tsugi. – Fez nova pausa para se certificar de que o assassino estava escutando. – A outra guilda tem por líder o senhor Martin Stowe que é rodeado por um conselho de lordes dentro desta cidade. Sei que eles tem diversos armazéns no norte de Imalthar e organizam muitas caravanas as quais correm pelo mundo atras de mercadorias exóticas.</p>
<p style="text-align: justify;">- Isso já me dá algo com o que trabalhar, estarei de volta para receber a informação de que necessito. – Falando isso Alef saiu dali deixando Dante com seus poucos soldados.</p>
<p style="text-align: justify;">Fora da construção encontrou seus aliados que o esperavam impacientes, Miriane foi a primeira a falar.</p>
<p style="text-align: justify;">- E então, conseguiu o que precisávamos?</p>
<p style="text-align: justify;">- Ainda não, preciso fazer algumas coisas.</p>
<p style="text-align: justify;">- Fale e o ajudaremos.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não Miriane, não são coisas do tipo que vocês possam auxiliar.</p>
<p style="text-align: justify;">- Como assim, todos nós estamos juntos não é?</p>
<p style="text-align: justify;">- Não agora garota, terei de reviver velhos hábitos os quais não combinam com vocês.</p>
<p style="text-align: justify;">- Por isso ele quis que você ficasse a sós com ele não é?</p>
<p style="text-align: justify;">- Foi, mas agora não é a hora e nem aqui é o local apropriado para colocá-los a par de minha conversa com Dante, eu preciso fazer algumas coisas para conseguir a informação e vocês devem circular pela cidade juntos, não se preocupem comigo. – Alef se afastou deles indo para outro lado sem se despedir, Degos parecia um pouco confuso quando Miriane contou sobre sua conversa com Alef.</p>
<p style="text-align: justify;">- Bom precisamos arranjar o que fazer então. – Disse ele por fim.</p>
<p style="text-align: justify;">- Caminharemos pela cidade sem arranjar problemas.</p>
<p style="text-align: justify;">- Difícil de isto acontecer sacerdotisa.</p>
<p style="text-align: justify;">- Por que Evinwerr?</p>
<p style="text-align: justify;">- Temos companhia, um humano e um meio-Krell tem nos vigiado desde que chegamos aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">- Eu também os vi na frente da estalagem. – Reiterou Mirthand.</p>
<p style="text-align: justify;">- Droga o que podemos fazer?</p>
<p style="text-align: justify;">- Nada por enquanto Shiara, apenas fique ao meu lado.</p>
<p style="text-align: justify;">- Precisamos de um plano de ação Degos, não de ações temerárias.</p>
<p style="text-align: justify;">- Eu sei sacerdotisa, meu plano é apenas atrai-los para um lugar menos movimentado.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao sinal de Degos todos começaram a andar, cruzaram ruas e mais ruas durante boa parte daquele dia.</p>
<p style="text-align: justify;">********</p>
<p style="text-align: justify;">O dia se passara e Alef ainda buscava por informações, ele estava em seu quarto na estalagem quando ouviu as batidas na porta, com poucos passos foi até a entrada, adaga em mãos parecia estar preparado, a porta ao ser aberta rangeu e um vulto passou por ela, Dimitri já se encontrava no meio do quarto quando Alef apareceu vindo de trás da porta.</p>
<p style="text-align: justify;">- E então conseguiu alguma coisa? – Dimitri virou-se olhando para o assassino sem muita surpresa.</p>
<p style="text-align: justify;">- Temos três grupos de caça e muitos outros de guerra.</p>
<p style="text-align: justify;">- Como assim Dimitri? – Agora o humano chegava mais perto.</p>
<p style="text-align: justify;">- Os grupos que caçam os artefatos estão sendo chamados de grupos de caça e outros destinados ao ataque de pequenos vilarejos e acampamentos são os de guerra.</p>
<p style="text-align: justify;">- Já começaram a atacar então!</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim, Narsel já teve dois acampamentos destruídos e Boolai está isolada, ninguém entra e ninguém sai.</p>
<p style="text-align: justify;">- Nós vimos algumas coisas durante nossa viagem para Imalthar, e quanto aos grupos de caça, sabe para onde foram os garkos que saíram da cidade?</p>
<p style="text-align: justify;">- Apenas sei o mesmo que você, eles foram para as montanhas.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não é o suficiente, o rastro deles já esfriou e Evinwerr não os conseguiria rastrear, me resta fazer o que Dante pediu.</p>
<p style="text-align: justify;">- Vai mesmo desmantelar as guildas?</p>
<p style="text-align: justify;">- Apenas causar algum estrago, descobri algumas coisas e pretendo usar o conhecimento adquirido.</p>
<p style="text-align: justify;">- Vai precisar de auxilio?</p>
<p style="text-align: justify;">- Não Dimitri, preciso apenas de mais informações sobre os grupos de caça, aquele que foi para o norte, para onde eles foram?</p>
<p style="text-align: justify;">- Um vilarejo no deserto gelado, pelo que sei fica ao norte da cidade de Ba-Kolin aqui em Tebas, o nome do vilarejo é Frost Hill.</p>
<p style="text-align: justify;">- Muito bom Dimitri obrigado.</p>
<p style="text-align: justify;">- Vou continuar a vigiar Malock. – Dimitri apenas fez uma reverencia para Alef antes de sair do quarto, deixando o amigo digerir as ultimas informações.</p>
<p style="text-align: justify;">********<br />
Ainda a tarde o grupo caminhava pelo grande mercado seguindo a Degos que carregava Shiara por uma das mãos. Naquela cidade abarrotada de pessoas não conseguia encontrar um lugar bom para armar sua tocaia, ele precisava de Alef por perto e a certeza disso apunhalava-o a cada minuto perdido com a caminhada.</p>
<p style="text-align: justify;">O cavaleiro estacou em um ponto da grande avenida, sua atenção fora chamada por uma das vielas que cruzava o caminho da estrada maior. Ali talvez pudesse fazer algo para livrar-se de seus perseguidores, então bruscamente adentrou a viela sendo seguido por todos os outros estacando logo no meio da via virando-se para trás a tempo de ver o meio-Krell parar na boca do beco. Um sorriso brotou nos lábios de Degos ao notar o estranho se afastar junto ao homem que o acompanhava, por hora eles poderiam ter desistido, mas era cedo para saber.</p>
<p style="text-align: justify;">- Parece que me enganei sobre os seus planos cavaleiro.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não sei se podemos ficar felizes com a desistência momentânea de nossos perseguidores Miriane.</p>
<p style="text-align: justify;">- Eles podem estar apenas esperando o momento certo para o ataque.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não Mirthand, acho que se quisessem atacar este seria o momento, devem estar apenas observando por enquanto, sabem que voltaremos para a estalagem e que não nos perderão de vista tão facilmente, mas agora sabem também que nós já sabemos que estamos sendo seguidos.</p>
<p style="text-align: justify;">- Porem sem o Alef aqui conosco é provável que voltemos para a estalagem, é isso Shiara.</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim Evinwerr, parece ser isso.</p>
<p style="text-align: justify;">- Deixemos eles esperarem esta noite, vamos andar por ai e encontraremos outro lugar para dormir.</p>
<p style="text-align: justify;">- E se Alef retornar Degos?</p>
<p style="text-align: justify;">- Ele saberá que nós ainda estamos na cidade e em pouco tempo nos encontrará, esqueceu que a especialidade dele era encontrar pessoas? &#8211; Um novo sorriso apareceu nos lábios de Degos seguido de uma gargalhada a qual os outros acompanharam..</p>
<p style="text-align: justify;">********<br />
Quando a lua chegava ao meio do céu Alef saiu de seu quarto indo para o leste, pretendia chegar a casa de Yoguro o mais rápido que pudesse. Pensou em diversas maneiras de enfraquecer as guildas, porém apenas uma delas teria total eficiência por isso ele a escolheu. Sem muita espera saltou o muro de pedras indo parar no pátio da propriedade, já havia observado a casa durante a tarde, existiam dois soldados no portão e outros três faziam a ronda pelo pátio, o assassino moveu-se por entre as arvores sem fazer o menor ruído, de longe ficou analisando a rota dos guardas e quando pode entrou na casa, a porta externa era diferente, uma porta de correr que ele abriu e fechou atrás de si.</p>
<p style="text-align: justify;">O ambiente dentro da casa estava iluminado por lamparinas de papel arroz, um tanto estranho para ele, as paredes internas também eram confeccionadas no mesmo material, Alef não entendia como aquilo tudo não incendiava, porém não estava ali para descobrir isso, estala ali para eliminar.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas horas antes conseguira as plantas da casa de Yoguro, sabia exatamente aonde ir, passou por alguns corredores e salas até chegar ao quarto do líder do clã. Calmamente abriu a porta de correr que dava caminho ao quarto de sua vitima. O senhor do clã e sua esposa dormiam quando Alef entrou, em mãos tinha suas adagas as quais com habilidade felina depositou na garganta e peito de Yoguro, a mulher acordando com o barulho súbito foi surpreendida pela mão do assassino em sua boca e outra adaga colocada exatamente abaixo do seio esquerdo, limpo e sem muito barulho foi o serviço de Alef. Recolheu suas armas e junto uma wakizashi, uma espada pequena oriental que Yoguro carregava consigo. Do mesmo jeito que entrou o assassino saiu da casa e do pátio da mansão, precisava agora ir para o norte, a segunda parte de seu plano teria de ser executada ainda naquela noite.</p>
<p style="text-align: justify;">********</p>
<p style="text-align: justify;">A guilda nortenha se apresentava muito mais protegida que a casa de Yoguro, mesmo aquele depósito parecia mais difícil de entrar. Ao que Alef sabia o responsável por este armazém deveria ser o Lorde Damien Santim, um dos membros do conselho da guilda, o qual era responsável também pela proteção das caravanas e todos os planos e rotas ficavam aqui. A morte de Damien e a cópia das rotas dariam algum poder a Dante.</p>
<p style="text-align: justify;">As rotas deveriam estar na sala de reuniões e Damien provavelmente na sala de treinos, pois nesta noite ele chefiava a organização da saída de uma das muitas caravanas a qual seguiria viagem cedo pela manhã e o lorde gostava de ajeitar tudo pessoalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">Os muros do depósito eram bastante altos, mas Alef não precisou se esforçar muito para subi-lo. Lá no pátio vários carroções estavam sendo preparados. O assassino já estivera aqui durante o dia e entrara com a desculpa de estar buscando serviço junto as caravanas, naquela ocasião conheceu Santim.</p>
<p style="text-align: justify;">Junto as sombras da noite Alef andou, seus passos não emitiam ruídos, passou pelos soldados que organizavam o material nas carroças, para então entrar por uma das janelas. A sala na qual se encontrava era iluminada parcamente por tochas, parecia ser uma área de estoque, já havia passado por ali e sabia aonde estava, dirigiu-se para o corredor e se deslocou procurando a sala de reuniões, quando a encontrou a viu vazia. A mesa central tinha um grande mapa preso a ela, nele as rotas das caravanas estavam marcadas, de um de seus bolsos o assassino retirou seu próprio mapa para então traçar sua cópia das rotas com um pouco de pressa.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando terminou de fazer a cópia recolheu o mapa e saiu cuidadosamente da sala. Dois soldados vinham caminhando pelo corredor, Alef sem ser visto embrenhou-se mais profundamente na escuridão preparando sua emboscada e quando os homens chegaram perto atacou. A fúria do ataque rasgou a garganta de um dos homens que caiu, o outro, tentando tirar sua espada da bainha foi atingido duas vezes no peito antes de morrer, as adagas ainda ensangüentadas foram embainhadas, Alef retirou os corpos do corredor, colocando-os longe da sala de reuniões.</p>
<p style="text-align: justify;">Por mais algum tempo o assassino andou, não encontrou mais soldados lá dentro até chegar a sala de treinos aonde Santim lutava contra dois de seus cadetes com espadas de madeira. Alef colocou o capuz e uma tira de pano negro sobre o rosto deixando apenas os olhos de fora, pegou a wakizashi e uma de suas adagas. Como um relâmpago desferiu seus golpes saindo da escuridão, atingindo um dos cadetes pelas costas e deixando a adaga alojada entre as costelas do homem. Santim no reflexo esquivou-se da espada que riscou-lhe o rosto. Alef ainda avançando feriu o braço direito do outro cadete e quando parava puxou outra adaga, deveria matar o lorde agora e sair do prédio antes que se desse o alarme, girando a espada oriental novamente avançou. Santim tentou bloquear-lhe o avanço, mas a espada de madeira serviu apenas para aparar o golpe da adaga enquanto a wakizashi encontrou a cintura do lorde que teve toda a lâmina enterrada em seu abdome, já a adaga fixou-se no crânio encontrando o cérebro, o guerreiro caiu e Alef juntou suas adagas enquanto olhava para o assustado cadete que gritava. Os passos dos soldados se faziam ouvir pelos corredores e o assassino escapou pela janela deixando a espada no corpo imóvel.</p>
<p style="text-align: justify;">********</p>
<p style="text-align: justify;">Alef não voltou para o quarto, foi direto para a praça do olho d&#8217;água. Antes que o sol surgi-se se escondeu junto as estatuas de Dante, observou o movimento trazido pelo amanhecer, Dante chegou no meio da manhã quando foi chamado para receber um mensageiro.</p>
<p style="text-align: justify;">- Então me diga Doug, o que lhe trás tão cedo a minha casa?</p>
<p style="text-align: justify;">- Os orientais enlouqueceram Dante, primeiro Yoguro e sua esposa foram assassinados, depois lorde Santim e três soldados, dizem que apenas um cadete ficou vivo e viu o atacante.</p>
<p style="text-align: justify;">- E quem foi que fez tal coisa? &#8211; um sorriso escapava pelos lábios de Dante.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não se sabe, o cadete apenas disse que o agressor estava encapuzado e deixou uma espada encravada no corpo de Santim e só fugiu deixando-o vivo e a espada para trás porque outros soldados vinham pelo corredor para prestar assistência a seu lorde.</p>
<p style="text-align: justify;">- Qual será a ação dos Nortistas?</p>
<p style="text-align: justify;">- Até o momento eles culpam os orientais e parece que haverá represália.</p>
<p style="text-align: justify;">- Isso é bom para os negócios. &#8211; Riu-se Dante.</p>
<p style="text-align: justify;">- O que eu ganho pela informação, Dante?</p>
<p style="text-align: justify;">- O que sempre ganhou Doug, o que sempre ganhou.</p>
<p style="text-align: justify;">Doug abriu um meio sorriso e satisfeito saiu da sala, enquanto ele saia Alef deixava as sombras.</p>
<p style="text-align: justify;">- A primeira parte de minha ação noturna você já sabe Dante. &#8211; O gordo mercador sobressaltou-se com a aparição do assassino.</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim, como sempre foi. Sem erros. &#8211; Dante voltava a aprumar-se após o susto inicial.</p>
<p style="text-align: justify;">- A segunda parte está aqui. &#8211; Ele estende o mapa no qual copiou as rotas.</p>
<p style="text-align: justify;">- O que é isto Alef?</p>
<p style="text-align: justify;">- São rotas por onde as caravanas passam, isto lhe dará alguma vantagem junto a guerra entre os orientais e os nortistas.</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim, você está certo, mas você poderia fazer melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">- Estou com pressa de sair desta cidade Dante.</p>
<p style="text-align: justify;">- Ficarei satisfeito com o que você conseguiu. &#8211; Dante percebeu um certo olhar hostil de Alef e decidiu tomar outra linha de negociação. &#8211; Pelo menos com os orientais não precisarei me preocupar mais.</p>
<p style="text-align: justify;">- Deixe de conversa Dante, sei que tem meios de usar a vantagem que lhe dei, agora eu preciso daquela informação.</p>
<p style="text-align: justify;">- Muito bem, eu vendi o manto para um mago chamado Makesh que vive nas montanhas ao norte da cidade a cerca de meio dia daqui. &#8211; Dante pegou um mapa que mostrava a região e apontou uma localização entre dois picos. &#8211; Aqui!</p>
<p style="text-align: justify;">- Muito bem velho amigo, agora preciso partir.</p>
<p style="text-align: justify;">- Por que não fica Alef, você poderia trabalhar para mim.<br />
- Poderia sim Dante, mas acho que quando eu retornar desta caçada. &#8211; E novamente nas sombras ele sumiu.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p>This post was submitted by Jones V. Gonçalves.</p>
	Tags: <a href="http://www.paragons.com.br/tag/contos/" title="Contos" rel="tag">Contos</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/fantasia/" title="Fantasia" rel="tag">Fantasia</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/literatura/" title="Literatura" rel="tag">Literatura</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/medieval/" title="Medieval" rel="tag">Medieval</a><br />
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paragons.com.br/kzak-parte-18/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Numumba 2 &#8211; Banha de Elefante</title>
		<link>http://www.paragons.com.br/numumba-2-banha-de-elefante/</link>
		<comments>http://www.paragons.com.br/numumba-2-banha-de-elefante/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Aug 2010 15:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ka Bral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros e Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Medieval]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paragons.com.br/?p=15231</guid>
		<description><![CDATA[Numumba existia neste mundo do mesmo modo que o mundo desistia de pessoas como Numumba. Seu heróico trabalho de todos os dias era levar comida para os soldados que treinavam no kilombo – que é como chamamos nossos centros militares. Numumba suava, fedia e ofegava enquanto corria e corria carregando cabaças e mais cabaças de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-15233" href="http://www.paragons.com.br/numumba-2-banha-de-elefante/elephant-skin-663376-sw-jpg/"></a>Numumba existia neste mundo do mesmo modo que o mundo desistia de pessoas como Numumba.</p>
<p><span id="more-15231"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Seu heróico trabalho de todos os dias era levar comida para os soldados que treinavam no kilombo – que é como chamamos nossos centros militares. Numumba suava, fedia e ofegava enquanto corria e corria carregando cabaças e mais cabaças de comida pra lá e pra cá; levava também recados, ordens, xingamentos, desaforos. E sorria quando os homens chamavam-no de traseiro gordo, banha de elefante, hipopótamo tetudo, etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Chorava, em silêncio, quando não estavam olhando.</p>
<p style="text-align: justify;">Na aldeia Namba, os homens caçam, pescam ou lutam; as mulheres plantam, colhem e cozinham; Numumba sonha, se masturba e apanha, mas ora, não sei pescar, caçar ou lutar, e plantar e cozinhar é coisa de mulher, só que levar comida pros soldados também é coisa de mulher, gostaria de ser um respeitado artesão, ou um forte soldado, ou um famoso caçador, mas não é essa a minha realidade, minha mãe prepara a comida e eu levo, pra lá e pra cá, sob risos e chacotas dos outros garotos, meu pai, que é soldado raso, morre de vergonha e me bate na cara na frente de todo mundo só pra mostrar o quanto desaprova meu trabalho, e todo mundo lá no kilombo também me bate e me chuta, moleque retardado, demorou pra caralho, a gente tá com fome, porra!, sempre atraso, sempre demoro, embora eu corra bem rápido, acho que a única coisa que sei fazer bem é correr rápido, apesar de ser gordo, afinal, desde criança tenho de correr dos moleques que tentam me surrar, mas mesmo assim sempre chego atrasado, por quê?, e, então, sempre apanho, aí o capitão lá do kilombo grita pro meu pai, Nugunga, teu filho é um inútil, um imbecil que nem você, família de retardados!, meu pai se encolhe e ri nervoso, magrinho que é, eu e mamãe somos gordos, mas papai é bem magro, e lá vão uns tapinhas no rosto dele, os outros soldados aproveitam pra zombar do mais fraco entre eles, educa direito o banha de elefante!, a guerra já tá pra começar, acorda!, aí de noite lá em casa papai me estapeia a cara, toda hora cê me faz passar vergonha no kilombo, seu gordo estúpido!, Aí uma cabaça voa na cabeça de papai, teu filho é assim porque tu é um frouxo dos infernos, berra a mamãe, o pior da tropa, o pior!, se for pra guerra vai se foder, vão te enfiar uma lança na bunda, cê vai morrer, covarde miserável!, quem tu pensa que é pra falar assim comigo, sua elefanta nojenta!, sou tua única mulher, seu imbecil!, tu só tem uma mulher, tem vergonha não?, cê tem mais é que me agradecer, tá me entendendo?, Nenhum homem te quis não, gorda nojenta, cê é insuportável, ninguém te aguenta!, Nem esse filho otário aí, que vai continuar otário, com um pai desses, um fracote ridículo!, Motivo de chacota, todo mundo fala que meu marido é um merda!, um merda!, Vai se foder, que porra, cê acha que é fácil?!, gorda desgraçada!,fracote fracassado!, e a gritaria perfurava os tímpanos de Numumba como agulhas de insetos peçonhentos, e lamentava o desprazer amargo de existir e a estupidez triunfante de rastejar sobre a terra.</p>
<p style="text-align: justify;">Se eu fosse o poderoso caçador Numumba dos meus sonhos nada disso me aconteceria.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="elephant-skin" src="http://www.paragons.com.br/wp-content/uploads/tdomf/15231/elephant-skin-663376-sw.jpg" alt="" width="500" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">Daí que, enquanto eu pensava em tudo isso, um pé sacana surgiu no meio do caminho, as cabaças foram ao ar, minha cara direto no súmate quentinho que a mãe preparara, meu nariz gordo invadido por tomate frito e farinha grossa, imediatamente aparecem dedos apontados, gargalhadas chicoteando os ouvidos, banha de elefante, ridículo, inútil, retardado, banha de elefante, traseiro gordo, inútil, retardado, tampar os ouvidos não adianta, já estão todos gargalhando, todos, atrasar é uma coisa, mas estragar comida é imperdoável, tempos difíceis, alimento escasso, traseiro gordo, banha de elefante, dedos apontados, gargalhando, o coração alucinando, começa a peidar, peidar, a tanga já toda úmida de desespero, banha de elefante, ridículo, risos, dedos apontados, xingamentos, risos que esfaqueiam a alma, risos, risos, risos, banha de elefante, estragou comida, vai apanhar, vão arrancar teu couro, vai morrer!, de repente pernas flácidas se levantam num rompante, corre, corre, corre, cena patética de alguma coisa gorda disparando sem rumo, a cara cheia de farinha e legumes, vão me bater, vão me matar, vão me rasgar a pele, vão rir da minha cara, vão me rasgar as bochechas, vão perfurar minha bunda, vão rir da minha cara, vão rir, vão rir, vão rir, vão rir, estraguei comida, sou um criminoso, o pai vai me socar, a mãe vai me gritar, o capitão vai me estrangular, os moleques já estão rindo, só riem todos, riem, riem, riem, porque sou gordo e feio e inútil, estraguei comida, vão me matar, vão me socar, vão rir, vão me matar, vão me socar, vão rir, vão me matar, vão rir, vão me matar, não quero mais sentir dor, não quero, socorro, socorro, alguém me salve, socorro, socorro, socorro!,</p>
<p style="text-align: justify;">E o pedido foi atendido pelo punho de um guarda mal humorado, boca do estômago escancarada pela força do golpe, sucos gástricos subindo à garganta, olhos revirando e Numumba finalmente desmaia.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.paragons.com.br/wp-content/uploads/tdomf/15231/elephant-skin-663376-sw.jpg"></a></p>
<p>This post was submitted by Ka Bral.</p>
	Tags: <a href="http://www.paragons.com.br/tag/contos/" title="Contos" rel="tag">Contos</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/fantasia/" title="Fantasia" rel="tag">Fantasia</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/humor/" title="Humor" rel="tag">Humor</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/literatura/" title="Literatura" rel="tag">Literatura</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/medieval/" title="Medieval" rel="tag">Medieval</a><br />
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paragons.com.br/numumba-2-banha-de-elefante/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Guédelon, um castelo medieval nos dias atuais</title>
		<link>http://www.paragons.com.br/guedelon-um-castelo-medieval-nos-dias-atuais/</link>
		<comments>http://www.paragons.com.br/guedelon-um-castelo-medieval-nos-dias-atuais/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Aug 2010 12:06:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>O Escriba</dc:creator>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[NERD]]></category>
		<category><![CDATA[Castelos]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Medieval]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paragons.com.br/?p=15342</guid>
		<description><![CDATA[Um castelo com estilo arquitetônico do século 13 está sendo construído na região francesa da Borgonha com os métodos de edificação e materiais utilizados na Idade Média. Equipamentos elétricos, ferramentas modernas, cimento e veículos motorizados foram totalmente banidos do canteiro de obras &#8220;mais louco do mundo&#8221;, como dizem os responsáveis pelo projeto. O castelo Guédelon, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Um castelo com estilo arquitetônico do século 13 está sendo construído  na região francesa da Borgonha com os métodos de edificação e materiais  utilizados na Idade Média.</p>
<p style="text-align: justify;">Equipamentos elétricos, ferramentas modernas, cimento e veículos  motorizados foram totalmente banidos do canteiro de obras &#8220;mais louco do  mundo&#8221;, como dizem os responsáveis pelo projeto.</p>
<p style="text-align: justify;">O castelo Guédelon, situado a cerca de 200 quilômetros ao sudeste de  Paris, começou a ser construído em 1998 e deve ser finalizado até 2025,  segundo o mestre de obras do projeto, Florian Renucci.</p>
<p style="text-align: justify;">O projeto tem objetivos de pesquisa histórica e também de turismo.</p>
<p>
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="570" height="446" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="FlashVars" value="playlist=http%3A%2F%2Fwww%2Ebbc%2Eco%2Euk%2Fportuguese%2Fmeta%2Fdps%2F2010%2F06%2Femp%2F100630%5Fvideocasteloebc%2Eemp%2Exml&amp;config_settings_showPopoutButton=true&amp;config_settings_language=pt&amp;config_settings_showFooter=true&amp;" /><param name="src" value="http://www.bbc.co.uk/emp/external/player.swf" /><param name="flashvars" value="playlist=http%3A%2F%2Fwww%2Ebbc%2Eco%2Euk%2Fportuguese%2Fmeta%2Fdps%2F2010%2F06%2Femp%2F100630%5Fvideocasteloebc%2Eemp%2Exml&amp;config_settings_showPopoutButton=true&amp;config_settings_language=pt&amp;config_settings_showFooter=true&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="570" height="446" src="http://www.bbc.co.uk/emp/external/player.swf" flashvars="playlist=http%3A%2F%2Fwww%2Ebbc%2Eco%2Euk%2Fportuguese%2Fmeta%2Fdps%2F2010%2F06%2Femp%2F100630%5Fvideocasteloebc%2Eemp%2Exml&amp;config_settings_showPopoutButton=true&amp;config_settings_language=pt&amp;config_settings_showFooter=true&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object>
</p>
<h2><strong>Artesanal</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Em Guédelon, tudo é produzido no local e feito à mão, desde os enormes  pregos de ferro utilizados nas tábuas da ponte aos cestos de vime que  podem carregar até 80 quilos, usados no transporte dos materiais.</p>
<p style="text-align: justify;">Em razão disso, os operários se dividem em diferentes especialidades,  como cortadores de pedras, ferreiros, lenhadores, carpinteiros,  ceramistas que fazem as telhas e tecelões de cordas.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;As ferramentas também correspondem às usadas naquela época. Fizemos  adaptações, baseadas em pesquisas&#8221;, disse Renucci à BBC Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Para erguer os blocos de pedras utilizados na construção dos muros do  castelo, por exemplo, um operário caminha dentro de uma roda de madeira  ligada a cordas. É possível levantar, nesse aparelho semelhante às rodas  usadas em jaulas por hamsters, centenas de quilos somente com a força  das pernas.</p>
<p style="text-align: justify;">O fundador do projeto para resgatar os métodos medievais de construção,  Michel Guyot, quis criar uma experiência científica, que também levasse  em conta critérios históricos e econômicos do período.</p>
<p style="text-align: justify;">A construção de Guédelon tenta imitar o que seria uma fortaleza de um &#8220;pequeno&#8221; senhor feudal do século 13.</p>
<p style="text-align: justify;">A localização do castelo, nos arredores do vilarejo de  Saint-Sauveur-en-Puisaye, não foi escolhida por acaso. Todas as  matérias-primas utilizadas na construção, como pedras, madeiras e a  terra, usada para fabricar as telhas e a argamassa, estão disponíveis na  área.</p>
<p style="text-align: justify;">No local do castelo funcionava uma antiga pedreira e existe uma floresta nos arredores.</p>
<p style="text-align: justify;">Além de reduzir os custos da obra, a facilidade para obter os materiais  também permite economia de tempo, já que o único meio de transporte no  local são as carroças puxadas por cavalos, afirma Renucci.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Idade Média, isso também era levado em conta. Os transportes  custavam caro e os inúmeros &#8220;pedágios&#8221; e tributos cobrados pelos  senhores feudais podiam dobrar o custo dos materiais, afirmam os  responsáveis do projeto.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Turismo</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Em Guéledon, os visitantes podem ver a transformação das matérias-primas em materiais de construção.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Isso é algo inédito em uma construção nos dias de hoje. Atualmente,  quase tudo é feito em máquinas na China e entregue em contêineres&#8221;, diz o  mestre de obras.</p>
<p style="text-align: justify;">Vários arqueólogos, historiadores e especialistas em castelos  participam da realização da obra, que também tem um objetivo pedagógico e  de transmissão das técnicas utilizadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Os operários atuam ainda como &#8220;guias turísticos&#8221; e explicam aos  visitantes como é feita a produção dos diferentes materiais utilizados  na construção.</p>
<p style="text-align: justify;">No ano passado, o castelo foi visitado por 340 mil pessoas, segundo a assessoria de imprensa.</p>
<p style="text-align: justify;">Como não existem documentos escritos sobre os métodos de construção  medievais, os responsáveis pelo projeto visitaram edificações do século  13 e realizaram pesquisas baseadas em estudos científicos.</p>
<p style="text-align: justify;">A composição exata da argamassa na Idade Média foi um dos primeiros obstáculos encontrados.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Fizemos várias análises e descobrimos uma mistura de cal com areia que  corresponde à utilizada nas construções da época&#8221;, diz Renucci.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo é feito à mão, sem o uso de betoneiras, ressalta o mestre de  obras, acrescentando que já existia naquela época, como em uma empresa  moderna, uma verdadeira logística de produção para que não faltasse  material.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando for finalizado, o castelo deverá ter 2,5 mil metros quadrados de área construída.</p>

<a href='http://www.paragons.com.br/guedelon-um-castelo-medieval-nos-dias-atuais/castelo_guedelon_f_001/' title='castelo_guedelon_f_001'><img width="150" height="100" src="http://www.paragons.com.br/wp-content/uploads/2010/08/castelo_guedelon_f_001-150x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="castelo_guedelon_f_001" title="castelo_guedelon_f_001" /></a>
<a href='http://www.paragons.com.br/guedelon-um-castelo-medieval-nos-dias-atuais/castelo_guedelon_f_002/' title='castelo_guedelon_f_002'><img width="150" height="100" src="http://www.paragons.com.br/wp-content/uploads/2010/08/castelo_guedelon_f_002-150x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="castelo_guedelon_f_002" title="castelo_guedelon_f_002" /></a>
<a href='http://www.paragons.com.br/guedelon-um-castelo-medieval-nos-dias-atuais/castelo_guedelon_f_003/' title='castelo_guedelon_f_003'><img width="150" height="100" src="http://www.paragons.com.br/wp-content/uploads/2010/08/castelo_guedelon_f_003-150x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="castelo_guedelon_f_003" title="castelo_guedelon_f_003" /></a>
<a href='http://www.paragons.com.br/guedelon-um-castelo-medieval-nos-dias-atuais/castelo_guedelon_f_004/' title='castelo_guedelon_f_004'><img width="150" height="100" src="http://www.paragons.com.br/wp-content/uploads/2010/08/castelo_guedelon_f_004-150x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="castelo_guedelon_f_004" title="castelo_guedelon_f_004" /></a>
<a href='http://www.paragons.com.br/guedelon-um-castelo-medieval-nos-dias-atuais/castelo_guedelon_f_005/' title='castelo_guedelon_f_005'><img width="150" height="100" src="http://www.paragons.com.br/wp-content/uploads/2010/08/castelo_guedelon_f_005-150x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="castelo_guedelon_f_005" title="castelo_guedelon_f_005" /></a>
<a href='http://www.paragons.com.br/guedelon-um-castelo-medieval-nos-dias-atuais/castelo_guedelon_f_006/' title='castelo_guedelon_f_006'><img width="150" height="100" src="http://www.paragons.com.br/wp-content/uploads/2010/08/castelo_guedelon_f_006-150x100.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="castelo_guedelon_f_006" title="castelo_guedelon_f_006" /></a>

<h6 style="text-align: justify;"><a href="http://www.guedelon.fr/">Fontes: Guédelon, a fortress castle in Puisaye : the official site of the medieval worksite.</a> e<a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2010/06/100630_videocasteloebc.shtml" target="_blank"> BBCBrasil</a></h6>

	Tags: <a href="http://www.paragons.com.br/tag/castelos/" title="Castelos" rel="tag">Castelos</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/destaque/" title="Destaque" rel="tag">Destaque</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/historia/" title="História" rel="tag">História</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/medieval/" title="Medieval" rel="tag">Medieval</a><br />
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paragons.com.br/guedelon-um-castelo-medieval-nos-dias-atuais/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Resenha: Camelot 3000</title>
		<link>http://www.paragons.com.br/resenha-camelot-3000/</link>
		<comments>http://www.paragons.com.br/resenha-camelot-3000/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 04:13:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pyromancer</dc:creator>
				<category><![CDATA[HQs]]></category>
		<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[Medieval]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Revista]]></category>
		<category><![CDATA[Sobrenatural]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paragons.com.br/?p=15248</guid>
		<description><![CDATA[Camelot. Esse nome provavelmente lhe é familiar. O lendário castelo que sediava a corte do rei da Inglaterra nas histórias medievais da antiga Bretanha, dentro do qual localizava-se a lendária Távola Redonda, a enorme mesa em que sentavam-se os cavaleiros do reino. É quase impossível lembrar de Camelot sem associá-la a seu mais ilustre governante, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Camelot. Esse nome provavelmente lhe é familiar. O lendário castelo que sediava a corte do rei da Inglaterra nas histórias medievais da antiga Bretanha, dentro do qual localizava-se a lendária Távola Redonda, a enorme mesa em que sentavam-se os cavaleiros do reino. <span id="more-15248"></span>É quase impossível lembrar de Camelot sem associá-la a seu mais ilustre governante, Arthur Pendragon – ou, simplesmente, Rei Arthur -, e suas incontáveis histórias ao lado de Merlin e dos Cavaleiros da Távola Redonda, incluindo a demanda pelo Santo Graal, as guerras com os saxões e muitas outras. A HQ <em><strong>Camelot 3000</strong></em> traz de volta para o leitor toda a magia das histórias de Arthur, mas em uma abordagem completamente diferente de qualquer outra vista até a época.</p>
<p style="text-align: justify;">O ano é 3000, e a Terra sofre com sua superpopulação. Devido à necessidade de processar alimentos e eliminar seu lixo, as usinas nucleares tornaram-se mais importantes que a preservação ambiental. As cidades não passam de camadas sobre camadas de lojas e apartamentos, e não há água ou alimento para todos. Devido às necessidades enfrentadas em seu próprio planeta, todos os países do mundo resolveram cessar a exploração espacial, passando a investir mais capital em seus próprios assuntos internos. Eles só não esperavam que o pior acontecesse.</p>
<p style="text-align: justify;">O cancelamento do programa espacial deixou a Terra indefesa para um ataque de extraterrestres hostis, que matam milhares de humanos diariamente com seus armamentos de tecnologia avançada, e não se interessam em fazer prisioneiros. A Inglaterra está praticamente tomada, e serve como base para os etês conquistarem o mundo. O único grande foco de resistência humana é a França, mas não se sabe até quando ela poderá resistir. Os líderes das Nações Unidas só conseguem discutir, e pouco fazem para resolver a crise. Se nenhum milagre acontecer, a raça humana provavelmente será extinta.</p>
<p style="text-align: justify;">E é envolta nesse contexto que a história se desenrola. O jovem estudante de arqueologia Tom Prentice está usando os túneis subterrâneos de Glastonbury Tor para escapar dos alienígenas que mataram sua família quando se vê bloqueado por um grande bloco de pedra. Analisando mais atentamente, ele descobre que o bloco é na verdade um esquife de pedra, que abriga o cadáver de ninguém menos que o lendário Rei Arthur! Tentando retirar o esquife do caminho usando uma britadeira, Tom acaba abrindo-o acidentalmente, e tem uma grande surpresa quando vê Arthur se levantando de seu repouso para lutar com os aliens que o perseguiam. Tom então se lembra de uma antiga lenda, que dizia que Arthur retornaria quando a Inglaterra mais precisasse dele.</p>
<p style="text-align: justify;">Os dois então partem em uma jornada para trazer de volta os antigos aliados de Arthur e recuperar sua espada Excalibur, para assim lutarem contra os invasores extraterrestres e salvarem a Inglaterra e o mundo.</p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-15304" href="http://www.paragons.com.br/resenha-camelot-3000/camelot-3000-arthur/"><img class="aligncenter size-full wp-image-15304" title="Camelot 3000 - Arthur" src="http://www.paragons.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Camelot-3000-Arthur.jpg" alt="" width="465" height="475" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Camelot 3000</strong></em> é uma história em quadrinhos envolvente e viciante. Foi concebida originalmente na forma de uma minissérie em 12 volumes, publicada entre 1982 e 1985. O roteiro foi escrito por <strong>Mike W. Barr</strong>, o mesmo de <em>Batman and the Outsiders</em>, e os desenhos feitos por <strong>Brian Bolland</strong>, que também desenhou <em>Batman: The Killing Joke</em> (escrito por <em>Alan Moore</em>). No Brasil, foi publicada pela primeira vez entre 1984 e 1985 dentro das revistas <em>SuperAmigos</em> e <em>Batman</em>, pela Editora Abril. Em 1988, a Abril republicou a série em uma revista própria. E, mais recentemente, em 2005, a Mythos Editora publicou <em><strong>Camelot 3000</strong></em> em uma edição única encadernada.</p>
<p style="text-align: justify;">À primeira vista, um fã das lendas arturianas pode estranhar ou mesmo se revoltar com <em><strong>Camelot 3000</strong></em>. Afinal, onde já se viu querer misturar Rei Arthur e alienígenas?! Mas qualquer desconfiança é logo suprimida quando você começa a ler a história, e no fim dela você logo pensa: como é que ninguém nunca tinha pensado antes em misturar Rei Arthur e alienígenas!?</p>
<p style="text-align: justify;">A trama de <em><strong>Camelot 3000</strong></em> traz de volta diversos elementos da trama original, mas de uma forma diferente e inusitada. Os antigos Cavaleiros da Távola Redonda voltam reencarnados em pessoas do mundo atual, e precisam aprender a conviver em suas atuais condições. Intriga e traição infestam a corte de Arthur, que fundou uma nova Camelot em um asteróide que orbita ao redor da Terra. Antigos inimigos retornam sob novas roupagens, e o Santo Graal pode ser uma esperança de vitória para qualquer um dos lados. Mas nada, nada se compara aos personagens incrivelmente reais e envolventes da história.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Terra, os poderosos governantes pouco se importam com a destruição e problemas causados pelos invasores, podendo inclusive atacar sua única chance de sobrevivência apenas para não ter seu posto político e status social ameaçados. Em Camelot, personagens extremamente humanos, marcados por problemas e escolhas com as quais muitas vezes nos identificamos, que muitas vezes ficam em dúvida entre cumprir seu dever ou aplacar suas aflições. E, por trás do problema, personagens misteriosos que se vai conhecendo ao longo da história. Os desenhos de Brian Bolland, magníficos e cheios de detalhes, são um espetáculo à parte.</p>
<p style="text-align: justify;">Concluindo: <em><strong>Camelot 3000</strong></em> é uma história que merece ser lida, sendo você aficionado por quadrinhos ou não. Seus personagens cheios de personalidade e sua história criativa e envolvente dão inúmeras idéias para você utilizar em uma campanha de RPG, seja ela baseada em Rei Arthur, invasão de alienígenas ou nada disso. E, se você estiver em apuros sem saber o que fazer em uma situação crítica, lembre-se: Arthur pode ser a solução.</p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-15305" href="http://www.paragons.com.br/resenha-camelot-3000/camelot-3000/"><img class="aligncenter size-full wp-image-15305" title="Camelot 3000" src="http://www.paragons.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Camelot-3000.jpg" alt="" width="325" height="470" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Camelot 3000</strong><br />
<strong>Mythos Editora – 2005 – Volume Único Encadernado<br />
Número de Páginas:</strong> 308 em cores<br />
<strong>Preço Sugerido:</strong> R$ 59,90<br />
<strong>Co-Criadores:</strong> Mike W. Barr &amp; Brian Bolland<br />
<strong>Roteirista:</strong> Mike W. Barr<br />
<strong>Desenhista:</strong> Brian Bolland<br />
<strong>Tradutores:</strong> Jotapê Martins &amp; Fernando Bertacchini</p>
<p>This post was submitted by Pyromancer.</p>
	Tags: <a href="http://www.paragons.com.br/tag/dicas/" title="Dicas" rel="tag">Dicas</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/fantasia/" title="Fantasia" rel="tag">Fantasia</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/medieval/" title="Medieval" rel="tag">Medieval</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/resenha/" title="Resenha" rel="tag">Resenha</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/revista/" title="Revista" rel="tag">Revista</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/sobrenatural/" title="Sobrenatural" rel="tag">Sobrenatural</a><br />
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paragons.com.br/resenha-camelot-3000/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Kzak – Parte 17</title>
		<link>http://www.paragons.com.br/kzak-parte-17/</link>
		<comments>http://www.paragons.com.br/kzak-parte-17/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 03:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jones V. Gonçalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros e Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Medieval]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paragons.com.br/?p=14852</guid>
		<description><![CDATA[Capítulo 17 &#8211; Imalthar Alef foi o primeiro a acordar dentre aqueles que dormiam, falo isso porque Mirthand ficara acordado a noite inteira, precisava guardar o sono de seus amigos feridos. Batalhas duras enfrentaram, é talvez algum milagre que nenhum deles tivesse morrido naquelas aventuras, a cada dia o garoto pensava nas loucuras que eles [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2 style="text-align: justify;">Capítulo 17 &#8211; Imalthar</h2>
<p style="text-align: justify;">Alef foi o primeiro a acordar dentre aqueles que dormiam, falo isso porque Mirthand ficara acordado a noite inteira, precisava guardar o sono de seus amigos feridos. <span id="more-14852"></span>Batalhas duras enfrentaram, é talvez algum milagre que nenhum deles tivesse morrido naquelas aventuras, a cada dia o garoto pensava nas loucuras que eles faziam para buscar estes artefatos e se perguntava quando esta busca acabaria. Ele quase não notou o assassino sentar-se a seu lado, não falava nada, seus olhos concentrados na neblina do horizonte, focando a forma distante das montanhas mais ao norte. Abaixo dali a cena de carnificina da noite passada começava a atrair abutres que se deliciavam com a carne dos ogres abatidos.</p>
<p style="text-align: justify;">- Diga-me Alef, por que nos acompanha? – Por fim Mirthand optou por falar.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não há resposta para esta pergunta garoto.</p>
<p style="text-align: justify;">- Deve haver um motivo, seja ele nobre ou egoísta, seja riqueza ou honra.</p>
<p style="text-align: justify;">- Você quer mesmo saber garoto?</p>
<p style="text-align: justify;">- Se estou perguntando é porque quero saber.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não há riqueza que me leve a lutar e você já viu que eu não tenho honra, o que me traz junto a vocês é mais profundo que isso.</p>
<p style="text-align: justify;">- O que então? – Mirthand ficava impaciente.</p>
<p style="text-align: justify;">- Há muito tempo minha vida perdeu o sentido garoto, eu vi tudo o que eu era ruir junto com aqueles que tinha por família. Fui de cidade em cidade buscando aquilo que perdi e ali em Boolai encontrei. Buscar estes artefatos ao lado de vocês são o meu sentido na vida agora garoto, fora isso eu não tenho mais nada.</p>
<p style="text-align: justify;">- E quando terminarmos com os artefatos? O que você fará?</p>
<p style="text-align: justify;">- Volto a correr pelo mundo sem rumo e sem sentido.</p>
<p style="text-align: justify;">- Uma vida vazia. – O garoto quase sentia pena do assassino.</p>
<p style="text-align: justify;">- Eu sei disso, fui treinado para viver assim e mesmo não tendo honra acho que consigo honrar meus irmãos assim.</p>
<p style="text-align: justify;">- Forma estranha é essa sua, achei que pessoas como você honrassem a morte com mais mortes.</p>
<p style="text-align: justify;">- Já derramei muito sangue para honrá-los, mas seus fantasmas ainda me assombram. – Falando isso parou por um estante, depois com um sorriso recomeçou a falar. – Vamos é hora de acordar os outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos poucos os dois acordaram a todos os seus amigos para depois partirem. O desjejum foi feito na estrada com pães e água, Alef queria chegar até a floresta das Dríades antes do meio dia para então antes de anoitecer ser possível chegar a Imalthar.</p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-15057" href="http://www.paragons.com.br/kzak-parte-17/kzak-10/"><img class="aligncenter size-full wp-image-15057" title="Kzak" src="http://www.paragons.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Kzak.jpg" alt="" width="495" height="690" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Imalthar não era apenas mais uma cidadezinha como aquelas pelas quais o grupo passou. Não, com mais de cem mil habitantes fixos e mais que o dobro disso em visitantes era uma capital comercial onde a miséria e a riqueza andavam lado a lado como irmãs. Ruas cheias de mercadores, clientes e sobretudo ladrões, este era o retrato da sombria capital mercante do reino de Tebas onde o ouro era valorizado acima de tudo. Cercada por um muro imponente que separava as fazendas da cidade em si, existiam quatro portões, cada um apontando para uma direção diferente. Naquele principio de noite um grupo interessante passava pelos soldados do portão leste, alguns minutos antes um tigre vinha junto a eles, mas fora deixado do lado de fora de Imalthar, o elfo seu irmão pretendia ficar junto ao animal, mas Alef pediu para que entrasse junto na cidade, não sabia o que poderiam encontrar lá dentro e por isso era bom todos estarem juntos. Enquanto eles passavam pelo portão um halfling observava-os do alto de um dos muitos prédios e com o olhar atento os acompanhou.</p>
<p style="text-align: justify;">O clima dentro da cidade era tenso, muitos vendedores trabalhavam com mercadorias de todos os tipos possíveis, as pessoas também de variadas regiões e de todos os cantos dos reinos, embora humanos fossem sua maioria ainda podiam-se encontrar elfos cinzentos, elfos Etilios e ainda alguns como Evinwerr de olhos vermelhos, anões das montanhas geladas de Karnof que vinham apenas nestas épocas mais frias do ano com o aço gelado de seu povo para vende-los aqui, anões do oeste, do reino de Tohagib e também aqueles vindos do leste em Taonan. Das montanhas de Taonan traziam a prata e aqueles vindos de Tohagib tinham o ouro. Halflings corriam aqui e ali, suas caravanas eram inúmeras, mas não vinham de lugar algum se não de todo lugar, criaturas de costumes nômades traziam todo tipo de mercadorias, fora estes podiam ainda se ver mestiços, sim misturas de uma raça com outra, mas os mais vistos eram os meio-Krells, serviam de trabalhadores braçais iguais aos estivadores nos portos. Tanto de dia quanto de noite as ruas de Imalthar eram lotadas e cheias de surpresas.</p>
<p style="text-align: justify;">- Em suas andanças Alef já viu algo igual a isso?</p>
<p style="text-align: justify;">- Não Evinwerr, nem nas cidades do sul antes do deus único eu nunca havia visto algo igual.</p>
<p style="text-align: justify;">- Então você nunca esteve em Imalthar Alef? – Shiara parecia preocupada.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não, mas alguns conhecidos meus avisaram-me sobre como era esta cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">- O que faremos agora então?</p>
<p style="text-align: justify;">- Pegue Degos pelo braço antes que ele se perca! – Alef apontava para o cavaleiro que parecia muito impressionado – depois Shiara vá com Mirthand que ele saberá o que fazer.</p>
<p style="text-align: justify;">- Certo.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de falar aquilo Alef foi para trás e buscou por Mirthand para falar-lhe.</p>
<p style="text-align: justify;">- Garoto preciso que você leve todos para uma estalagem chamada Espada de Tebas.</p>
<p style="text-align: justify;">- E você irá para onde? – respondeu Mirthand.</p>
<p style="text-align: justify;">- Conseguir informações, sei para onde devo ir.</p>
<p style="text-align: justify;">- Eu irei com você.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não, não ira. Preciso que cuide dos outros, Degos não esta acostumado com cidades deste tamanho, Shiara e Evinwerr muito menos. Miriane até poderia levá-los, mas para onde vou preciso estar sozinho ou só teríamos complicações.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não gosto disso, mas farei o que me pede.</p>
<p style="text-align: justify;">- Muito bem, não deixe nenhum deles afastar-se de você, existem olhos nos observando e poderia ser perigoso.</p>
<p style="text-align: justify;">- Quem nos observa?</p>
<p style="text-align: justify;">- Ainda não sei ao certo, captei apenas olhares interessados em nós, vou tentar chamar a atenção para mim ao mesmo tempo em que procuro por informações.</p>
<p style="text-align: justify;">- Tudo bem Alef, farei o que me pede.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste momento o assassino se afastou indo por outras ruas enquanto o resto do grupo seguia em frente para a estalagem que segundo Alef ficava mais a frente. Alguns minutos caminhando e lá estavam eles nas portas da estalagem, a porta trazia os brasões de um antigo grupo de cavaleiros chamados Espadas de Tebas. Degos ficou observando o brasão enquanto os outros entravam na estalagem. Mirthand foi o primeiro a entrar, chegou ao balcão onde ficava o atendente, um homem forte e grande de boa aparência olhava-o aproximar-se.</p>
<p style="text-align: justify;">- Sim, em que posso ajudá-lo? – Disse o homem.</p>
<p style="text-align: justify;">- Precisamos de quartos, cinco quartos ao todo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Por quanto tempo vocês ficarão?</p>
<p style="text-align: justify;">- Três dias acho, não pretendemos ficar mais que isso.</p>
<p style="text-align: justify;">- Duas peças de ouro pelos três dias.</p>
<p style="text-align: justify;">- Esta pago então. – Disse Mirthand estendendo a mão com as moedas.</p>
<p style="text-align: justify;">O atendente saiu de traz do balcão e com um sorriso no rosto levou-os até seus quartos, cada um ficou em um, menos Degos e Shiara que ficaram juntos. O homem perguntou sobre o outro quarto e foi-lhe explicado que ainda havia mais um amigo na cidade e logo estaria ali. Depois de tudo resolvido Mirthand pediu ao atendente que conseguisse um lugar para os cavalos, o homem tanquilizou-o dizendo que o problema já estava sendo resolvido.</p>
<p style="text-align: justify;">********</p>
<p style="text-align: justify;">O fedor do álcool destilado pelo suor das pessoas dentro da taverna enchia as narinas de Alef que entrava naquele ambiente sujo. A pouca iluminação provinha das velas dispostas em alguns candelabros, todo o tipo de pessoas asquerosas poderiam ser facilmente encontrados na taverna Dente de Cobra, mas o que ele queria só iria conseguir com o taverneiro, um homem sujo de barba mau aparada e um tapa-olho, parecia ser forte o bastante para saber se defender. Alef se aproximou do balcão e o encarou, o homem olhou de cima para baixo analisando a postura do assassino e com uma voz baixa perguntou em tom zombeteiro.</p>
<p style="text-align: justify;">- O que quer viajante?</p>
<p style="text-align: justify;">- Procuro informações. – Respondeu Alef olhando no único olho do taverneiro.</p>
<p style="text-align: justify;">- De que tipo?</p>
<p style="text-align: justify;">- Informações sobre certas pessoas de um circulo fechado.</p>
<p style="text-align: justify;">- Posso ter o que deseja.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste momento Alef levou a mão até o balcão e quando a retirou havia deixado três peças de prata sobre ele.</p>
<p style="text-align: justify;">- Assim está melhor, procure por Zaeg no beco das navalhas, estará lá em pouco tempo, porém não tenho certeza de que apenas a prata possa pagar pelos serviços dele.</p>
<p style="text-align: justify;">- Isso é o que veremos. – Alef virou de costas e saiu pela porta.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando estava saindo o taverneiro fez sinal para dois homens que logo saíram atrás do assassino. Por alguns minutos soube que era seguido, seus sentidos ainda pareciam apurados, precisava acabar com a perseguição e para tanto entrou em um beco escuro. Os homens sem pestajenar o seguiram apenas para encontrarem a viela vazia. Um deles seguiu mais a frente enquanto o outro esperava, O homem que ficara para traz não esperou por muito tempo, pois Alef ao ver que o outro se distanciava pelo beco tratou de atacar o rufião próximo a entrada. A adaga do assassino abriu caminho pelo estomago do brutamontes, partindo da base da cintura até perto das costelas. Um grito de dor e agonia ecoou pela viela e o outro capanga ao virar-se pode ver apenas seu amigo tentar segurar as tripas que teimavam em deixar sua barriga, o homem não teve tempo de mais nada pois uma outra adaga partira da mão do assassino e alojava-se em sua garganta. Alef recolheu e limpou suas armas para depois deixar os dois agonizarem ali.</p>
<p style="text-align: justify;">Zaeg era uma espécie de informante, sabia muitas coisas do que acontecia na cidade, fazia seu QG no beco das navalhas e sempre junto a ele poderia se ver muitos guarda-costas, porém neste dia apenas dois eram visíveis. O homem estava sentado em uma mesa e para o espanto de Alef ele era um meio-elfo, um mestiço, uma mistura entre humanos e elfos, pária em uma sociedade e não aceito na outra. Vivia ali dando informações a quem lhe pagasse.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não se aproxime senhor. – Disse Zaeg ao ver Alef. – Neste momento sua cabeça esta na mira de meus irmãos.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não é necessário, não lhe desejo mal. – Respondeu Alef.</p>
<p style="text-align: justify;">- Já sei de suas habilidades senhor e sei como matou os homens de Poul.</p>
<p style="text-align: justify;">- Aqueles homens me seguiam e não tinham a melhor das intenções.</p>
<p style="text-align: justify;">- Sei disso também, agora me diga a que veio?</p>
<p style="text-align: justify;">- Preciso de informações sobre um homem chamado Dante.</p>
<p style="text-align: justify;">- O que você deseja com Dante?</p>
<p style="text-align: justify;">- Terá de pagar por essa informação.</p>
<p style="text-align: justify;">- Não se alarme senhor, preciso dela para estipular meus valores. Pela sua habilidade posso pensar que fora contratado para matá-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Posso afirmar-lhe que não se trata disso.</p>
<p style="text-align: justify;">- Então de que se trata?</p>
<p style="text-align: justify;">- Ele tem algo que desejo comprar.</p>
<p style="text-align: justify;">- Certo que tipo de informação que necessita?</p>
<p style="text-align: justify;">- Como encontrá-lo seria uma delas.</p>
<p style="text-align: justify;">- Deverá marcar uma audiência com ele.</p>
<p style="text-align: justify;">- Como marcar esta audiência?</p>
<p style="text-align: justify;">- Posso marcá-la por um preço.</p>
<p style="text-align: justify;">- Qual o preço?</p>
<p style="text-align: justify;">- Cinqüenta moedas de ouro.</p>
<p style="text-align: justify;">- Esta certo, agora preciso saber se duas pessoas estão na cidade.</p>
<p style="text-align: justify;">- Quem são estas pessoas?</p>
<p style="text-align: justify;">- Um amigo, um garko chamado Dimitri e outro um perseguidor ao que sei, um halfling chamado Maer.</p>
<p style="text-align: justify;">- Cinco moedas por esta informação será o suficiente. – Alef estendeu a mão com uma bolsa de moedas e a jogou para Zaeg que de pronto a pegou para fazer a contagem na frente de Alef, ao ver que estava tudo ali riu-se. – Os dois estão na cidade sim, venha aqui amanhã que terei a resposta para sua audiência.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p>This post was submitted by Jones V. Gonçalves.</p>
	Tags: <a href="http://www.paragons.com.br/tag/contos/" title="Contos" rel="tag">Contos</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/fantasia/" title="Fantasia" rel="tag">Fantasia</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/literatura/" title="Literatura" rel="tag">Literatura</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/medieval/" title="Medieval" rel="tag">Medieval</a><br />
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paragons.com.br/kzak-parte-17/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Kzak – Parte 16 Caminho Perigoso</title>
		<link>http://www.paragons.com.br/capitulo-16-caminho-perigoso/</link>
		<comments>http://www.paragons.com.br/capitulo-16-caminho-perigoso/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 14 Aug 2010 15:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jones V. Gonçalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros e Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[Histórico]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Medieval]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paragons.com.br/?p=13390</guid>
		<description><![CDATA[Esta noite em Boolai parecia ser a mais escura em décadas, um ser tomado de ódio e rancor corre pelas ruas da cidade. Ele quer destruição e dor. Seus passos firmes carregados de sons angustiantes fazem os seres das trevas saírem do seu caminho, provavelmente ainda não esteja forte, pelo que sentia carregava apenas um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a rel="attachment wp-att-15077" href="http://www.paragons.com.br/capitulo-16-caminho-perigoso/kzak-11/"></a>Esta noite em Boolai parecia ser a mais escura em décadas, um ser tomado de ódio e rancor corre pelas ruas da cidade. Ele quer destruição e dor. <span id="more-13390"></span>Seus passos firmes carregados de sons angustiantes fazem os seres das trevas saírem do seu caminho, provavelmente ainda não esteja forte, pelo que sentia carregava apenas um quinto de seu poder, mas logo estaria inteiro. Agora o que tomava sua mente era a fome de um milênio a qual ainda o castigava, precisava se alimentar, devorar almas para se fortalecer.</p>
<p style="text-align: justify;">Em uma rua não muito longe as sombras se movem. Um pequeno cruza de um lado ao outro sem ser notado, sua perseguição é apenas para observar. Ele segue a criatura até a praça central onde estão os membros da força militar local, sentinelas noturnas, o ser segue impassível com as mãos sem armas ataca desferindo um soco contra um dos soldados, os outros dois assustados e surpresos tentam sair do alcance da criatura, mas suas mãos são rápidas e agarram um deles como se fosse feito de papel para depois jogá-lo sobre seu companheiro. Os três estavam no chão completamente apavorados. A criatura apanha o primeiro alvo pela cabeça e levanta seu rosto fazendo-o olhar em seus olhos que vermelhos lançam seu veneno contra a alma do infeliz fazendo-o cair catatônico no chão. Os outros dois tentam se erguer, buscar suas armas como se fossem resolver algo. O primeiro golpe de espada cortou o ar sem nada encontrar, aproveitando o erro a criatura salta para frente agarrando o rosto do soldado e jogando-o de cabeça no chão, a fúria do golpe espalhou sangue por todo lado. O último dos soldados ainda tentou parar a criatura, mas o salto o colocou no chão de volta, foi preciso apenas uma pedra jogada contra a cabeça dele para dar fim à batalha. A besta procurou por sinais de vida e nada encontrou. O guarda catatônico não mais voltou ao normal e vagou pela cidade naquele estado demente por alguns dias sem falar palavra alguma até que morreu esquecido em um canto imundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Ali o pequeno deixou de seguir seu alvo, precisava falar com seus colegas, pois aquilo que viu era muito importante para todos, principalmente para Malock o qual esperava noticias da caçada há algum tempo encomendada.</p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-15077" href="http://www.paragons.com.br/capitulo-16-caminho-perigoso/kzak-11/"><img class="aligncenter size-full wp-image-15077" title="Kzak" src="http://www.paragons.com.br/wp-content/uploads/2010/08/Kzak1.jpg" alt="" width="500" height="690" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Fazia não mais que três horas desde que o sol havia subido aos céus, Alef estava ao lado do celeiro quando Mirthand tirou os cavalos e a carroça. Os dois nada falaram apenas seguiram juntos para encontrar Miriane, Shiara e Degos na praça central. Muitas pessoas estavam naquele local, algo teria acontecido na noite passada. Três soldados foram atacados ali, dois deles estavam mortos e o terceiro nada falava, apenas balbuciava qualquer coisa sem sentido. Alef preferiu não se meter quando o jovem quis mais informações.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles esperaram mais alguns minutos para depois deixarem a cidade, Evinwerr estava na arvore a espera deles. O elfo e Theron pareciam felizes com a noite passada, mas o ranger nada disse a respeito. Entre eles a única que realmente mudara visualmente fora Miriane vestindo a armadura e o escudo de Aurin, parecia muito mais forte do que antes. Já Degos falou a respeito do mensageiro que viu no cemitério e também a respeito de Narsel já saber sobre a guerra. Shiara falou sobre como era o mensageiro e sobre Degos talvez ser acusado de traição mesmo perante o olhar reprovador de seu amado.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante a tarde daquele dia ainda encontraram algo preocupante, cinco carroças paradas na estrada e nenhuma pessoa viva junto a elas, apenas os corpos de comerciantes encontraram ali. Também não encontraram nada mais de valor, tudo fora saqueado. Evinwerr fez uma inspeção pelo chão a procura de pistas e sua feição mudou ao encontrar o que procurava.</p>
<p style="text-align: justify;">
- Ogres. – Sua voz estava calma.<br />
- Quantos? – Perguntou o cavaleiro.<br />
- Seis, talvez sete, atacaram este grupo há pelo menos dois dias.<br />
- Devemos seguir fora da estrada então, &#8211; Alef olhava pára Degos enquanto falava. – a estrada pode estar bloqueada mais a frente.<br />
- Sair da rota aqui e retornar a ela quando estivermos próximos do rio de Scar?<br />
- Sim Miriane, acho que sim.<br />
- Deve ser o mais certo, o rio está a dois dias de distância. – Completou o cavaleiro e todos se calaram saindo da rota normal e entrando nos vales, porém a carroça teve de ser deixada para trás, Mirthand cedeu sua montaria para que as provisões fossem colocadas sobre o animal.</p>
<p style="text-align: justify;">Pelos dois dias o grupo andou pelos campos, todos sempre atentos para qualquer sinal inesperado, porem nada aconteceu. Ao final da manhã do segundo dia avistaram as águas do Scar e passaram a seguir contra sua corrente para cegarem a via principal aonde a balsa ficava ancorada. O rio era bem grande com mais de trezentos metros entre as margens e sua correnteza forte carregava qualquer embarcação para longe, mas a balsa que fora construída exatamente para atravessar pessoas e carruagens não seguia o curso do rio por estar presa a uma corrente cuja ambas as pontas eram fixas uma em cada margem do rio garantindo que a embarcação não saísse de seu curso.</p>
<p style="text-align: justify;">Após a refeição eles chegaram até a estrada e tal fora sua surpresa ao ver que o posto da balsa estava destruído, algo teria passado por aquele local e ateado fogo em tudo. Mais adiante na outra margem do rio a balsa ficara parada. Não existia sinal algum do balseiro ou de qualquer pessoa nas redondezas.</p>
<p style="text-align: justify;">- O que faremos agora?<br />
- Calma Shiara daremos um jeito. – Degos acariciava os cabelos da feiticeira enquanto falava.<br />
- Não há maneira de trazermos a balsa de volta, &#8211; Alef mesmo calmo ainda transparecia frustração. – teremos de seguir mais alguns dias para o norte e encontrar a outra balsa que cruza o rio.<br />
- Talvez eu possa fazer algo. – O assassino olhou para o elfo que se dirigia para a beira do rio.</p>
<p style="text-align: justify;">Com passos firmes Evinwerr caminhou para dentro do rio e com as mãos ao redor da armadura de folhas passou a falar numa linguagem estranha para os demais, mas não para as algas ao redor da balsa que ao ouvirem a voz do elfo tomaram vida. Aos poucos a embarcação começou a mover-se indo para a margem na qual o grupo se reunira e enfim ao chegar todos puderam subir a bordo. Perto do fim da tarde já estavam novamente na estrada caminhando em direção a cidade de Imalthar.</p>
<p style="text-align: justify;">
********</p>
<p style="text-align: justify;">Após a ceia Alef e Degos conversaram por um tempo sobre tudo o que foi encontrado no caminho, Evinwerr retirou-se para perto de um rochedo, queria se certificar de que tudo estava seguro, mas a luz da lua o fez ver aquilo que não queria, as sombras de cinco ogres avançavam pela planície em direção à fogueira. O elfo ficou calado por um tempo e depois recuou o mais rápido que pode, com a voz baixa, mas firme falou:</p>
<p style="text-align: justify;">- Mirthand avise aos outros, temos visitantes inesperados, ficarei aqui para dar-lhes as boas vindas. &#8211; o garoto que era quem estava mais próximo dos rochedos retornou ao acampamento com a noticia dando a Evinwerr tempo para se esconder novamente. Shiara e Miriane ficaram a postos na retaguarda de Mirthand e Degos enquanto Alef simplesmente fazia das sombras seu esconderijo.</p>
<p style="text-align: justify;">Os ogres com toda a cautela que se podia esperar destas criaturas passaram pelos rochedos, dali conseguiam observar o grupo incauto que naquele lugar pernoitava, porém Evinwerr notou apenas quatro das cinco criaturas das quais avia visto antes, uma sombra maior que as outras ficara para trás. As criaturas maiores que elfos ou homens estavam bem organizadas e equipadas, vestiam peitorais de aço apropriados a seus tamanhos e traziam em suas mãos machados de guerra com lâmina dupla, ao perceberem que eram esperadas atacaram sem pestanejar, mas uma explosão os surpreendeu. Shiara que havia visto a silhueta de seus inimigos invocara um bola de fogo a qual cruzando a distancia entre eles explodiu trazendo a dor sobre as criaturas.</p>
<p style="text-align: justify;">O elfo também surpreso não fora atingido por pouco e agradeceu sua sorte, porém a magia não foi suficiente para deter os ogres, logo estavam sobre Degos e Mirthand. O garoto saltou de lado girando sua espada sobre a cabeça abrindo três talhos no peito de um dos oponentes que ainda assim ferido atacou selvagemente, o machado do ogre partiu algumas pedras quando tocou o chão, o guerreiro se sentia mais forte, mais rápido, não sabia o porque, mas isso não importava agora, tinha seu inimigo indefeso a sua frente, a velha espada de seu pai abriu o pescoço do ogre que agonizou. Outro destes gigantes girou sua arma cortando o ar em um ataque descendente e iria abrir a cabeça de Mirthand não fosse Miriane interromper o golpe, o escudo de leão suportou a pancada e como se a cabeça tivesse criado vida fechou a boca prendendo-se à lâmina, quando o ogre voltou a suspender a arma trazia Miriane de reboque presa ao escudo, a maça da sacerdotisa brilhou e com um golpe certeiro partiu o crânio do humanóide o qual caiu ao chão.</p>
<p style="text-align: justify;">Degos tinha dois inimigos juntos de si, ele esquivara-se dos dois com maestria até agora enquanto o fogo de sua espada aquecia os talhos que ia abrindo a cada golpe, porém não foi o cavaleiro quem derrubou seus oponentes, Theron saltou das sombras e abraçou um dos ogres em seu bote fatal, as presas do tigre sangraram a nuca do humanóide enquanto suas garras agiam feito abridores de lata nas costas do peitoral de aço da criatura, já a outra foi Alef quem pôs fora de ação, vindo pelo flanco direito deixou uma de suas adagas no braço da criatura e outra na coxa, as feridas sangravam sem parar e o machado caiu ao chão enquanto outras duas adagas eram colocadas entre as costelas do oponente abrindo caminho nos pontos sensíveis da armadura, quando enfim o ogre caiu de joelhos foi Degos quem pôs fim a sua vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Evinwerr decidiu não entrar em combate, queria ver o que a última criatura esperava, por que não havia atacado junto com os outros? Era a pergunta que o elfo trazia em sua cabeça, de repente um par de asas se abriu e um rugido fez-se ouvir, com um salto o ultimo dos humanóides iniciou seu vôo, passou por cima dos rochedos e atacou, o zunido das flechas de Evinwerr também faziam-se ouvir naquele momento, dos cinco projéteis disparados três atingiram o alvo, mas a criatura parecia não se importar com aquilo. O rasante dado por ela fez o machado cortar o ar e quase dividir Mirthand ao meio, o sangue do garoto respingou por tudo e o ser passou olhando o estrago, com o machado preparado pousou a frente do cavaleiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Degos girou nos calcanhares e horrorizado pela visão de seu amigo abatido encheu-se de uma fúria quase selvagem, o fogo de sua espada iluminou a noite enquanto ela movia-se. A coisa parecida com um ogre nada fez, ficou parada, seus dentes pontiagudos a mostra denunciavam o sorriso de satisfação no que via, esperou que o cavaleiro se aproxima-se e sentiu a lâmina afiada da espada e o calor que a envolvia, com um murro seco atirou o homem para longe desacordado. Shiara gritou o nome de Degos, mas ele não levantou, o monstro ao vê-la ali sentiu sua magia e novamente exibiu seu sorriso grotesco, o combate ainda estava interessante, foi quando o sol de Taito apareceu à sua frente, Miriane em sua concentração buscava a força de seu deus, de olhos abertos focava a criatura enquanto orava , quando o monstro atacou foi como se ela nunca estivesse estado ali e sim atrás dele, pois sua velocidade foi maior até mesmo que a de Alef que junto a ela atacou, adagas de um lado e maça de outro, o poder da sacerdotisa fez o ogre urrar, a maça havia partido uma ou talvez duas costelas da criatura, já as adagas do assassino se quer penetraram a pele espessa do ser que não deu a menor importância para ele, apenas virou-se para ver Miriane que já pronta atacava novamente, porém desta vez o ogre à surpreendeu. Com uma de suas mãos agarrou o braço da mulher, a força dela quase foi maior que a dele tão envolvida estava nas bênçãos de seu deus, mas ele utilizou-se disto e arremessou-a no mesmo sentido em que ela fazia força, Miriane chocou-se contra os rochedos e não levantou-se mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Alef ainda tentou auxiliado pelas flechas de Evinwerr e agora pelas garras de Theron, mas nenhum deles conseguia passar pelo couro da besta, o tigre foi chutado para um lado e o assassino arremessado sobre o elfo que tentava se aproximar. Apenas Shiara estava de pé, ela tentou conjurar suas magias, mas nenhuma delas funcionava, parecia que seu poder se esgotara, era o fim pensou, mas quando o ogre levantou suas mãos para atacar sentiu o calor da espada de Degos, porém não era o cavaleiro quem a empunhava, mas Mirthand que hora atacava com a arma incandescente e hora com sua própria espada abrindo muitos talhos no monstro que tentou se livrar, mas não conseguiu. Foram muitos os golpes e cada um mais forte que o outro, os olhos vermelhos do rapaz logo penetraram nos olhos do meio-demônio, não fosse esta a natureza do ogre provavelmente teria o mesmo fim do homem da cidade, morto caiu e seu corpo evaporou.</p>
<p style="text-align: justify;">Alef e Evinwerr logo retornaram, os dois maravilhados com a recuperação extraordinária de Mirthand que tinha apenas um pequeno corte no peito, não viram seus olhos ou a expressão que tomara conta de seu rosto quando o jovem atacara o ogre. Perguntado Mirthand respondeu que por reflexo colocara a espada de seu pai sobre o peito e esta recebera a maior parte do dano. Shiara acompanhou o sono do cavaleiro e de Miriane os quais estavam em pior estado.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p>This post was submitted by Jones V. Gonçalves.</p>
	Tags: <a href="http://www.paragons.com.br/tag/colaboracao/" title="Colaboração" rel="tag">Colaboração</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/contos/" title="Contos" rel="tag">Contos</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/fantasia/" title="Fantasia" rel="tag">Fantasia</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/historico/" title="Histórico" rel="tag">Histórico</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/literatura/" title="Literatura" rel="tag">Literatura</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/medieval/" title="Medieval" rel="tag">Medieval</a><br />
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paragons.com.br/capitulo-16-caminho-perigoso/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Resenha: Angus Volume III</title>
		<link>http://www.paragons.com.br/resenha-angus-volume-iii/</link>
		<comments>http://www.paragons.com.br/resenha-angus-volume-iii/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 15:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mr.Pop</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros e Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Angus]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[Medieval]]></category>
		<category><![CDATA[Record]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paragons.com.br/?p=14976</guid>
		<description><![CDATA[Olá a todos! Recebemos da Editora Record, uma das patrocinadoras do Paraga, um exemplar do mais recente livro de Orlando Paes Filho. A comunidade rpgística já conhece de longa data a saga de Angus, que rendeu inclusive um RPG abaixo da crítica, e que possui vários defensores e detratores na internet. Seja pelo estilo do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Olá a todos!</p>
<p style="text-align: justify;">Recebemos da Editora <a href="http://www.paragons.com.br/tag/record/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Record">Record</a>, uma das patrocinadoras do Paraga, um exemplar do mais recente livro de Orlando Paes Filho.</p>
<p style="text-align: justify;">A comunidade rpgística já conhece de longa data a saga de <a href="http://www.paragons.com.br/tag/angus/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Angus">Angus</a>, que rendeu inclusive um RPG abaixo da crítica, e que possui vários defensores e detratores na internet. Seja pelo estilo do Orlando, seja pela obra dele em si. Eu como leitor dos dois livros anteriores da saga tomei a &#8220;obrigação&#8221; de ler e resenha-lo aqui no Blog.</p>
<p style="text-align: justify;">De início vendo o aspecto físico do livro uma ótima surpresa. Ao contrário do volume 1, o volume três se apresenta no formato tradicional (23 x 16cm) mais fácil de ler, carregar e que não destoa tanto na estante. Outra coisa que chama a atenção é o peso do danado do livro. São mais de 400 páginas em papel couché brilhoso de ótima qualidade e alta gramatura. O Livro além de lindo (como as duas edições anteriores) é imponente e graficamente muito bem trabalhado. Diagramação nota 10.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a narrativa mais carregada de elementos religiosos foi um incomodo principalmente no livro de abertura da saga, neste volume ela se faz menos presente e mais integrada a história. Ainda temos o onipresente São Columba, ainda temos os fundamentos católicos, mas eles me pareceram muito mais inseridos no contexto social de uma Bretanha cristã do que os volumes anteriores.</p>
<p style="text-align: justify;">A narrativa é densa, bem conduzida e cobre mais de um período histórico, começa com as guerras pictas no início do livro para depois se concentrar na saga do clã MacLachlan na intrincada rede política de uma Escócia ainda em formação, com um desfecho muitíssimo interessante que já deixa o leitor com vontade de começar a ler o próximo volume tão logo termine a leitura do livro.</p>
<p style="text-align: justify;">Aliás aqui abro um parêntesis. O livro, apesar de ser o volume 3 da saga, funciona muito bem sozinho. Ele pode ser lido perfeitamente por quem não tenha ainda lido os dois anteriores sem nenhum problema. É lógico que isso prejudicaria o entendimento da saga como um todo, mas repetindo, ele não impede o entendimento da narrativa deste volume isoladamente.</p>
<p>As narrativas de combates e guerras são frequentes (acredite são muitas) e extremamente bem conduzidas. O Rpgista encontrará ideias perfeitas para seus jogos em cada um dos combates. Destaco o método de derrubada de muralhas e a tática de resistência das guerreiras pictas na primeira parte do livro. Uma aula de guerrilha pra FARC nenhuma pôr defeito.<br class="spacer_" /></p>
<p>Pra finalizar, recomendo o livro para o leitor independente de sua crença religiosa e peço uma segunda (ou terceira) chance ao leitor que não conseguiu se acostumar ao estilo do Orlando de escrever. Este é sem dúvida o melhor livro da série até agora, prova que Orlando amadureceu como escritor e que um rpg medíocre não pode (deve) afastar o rpgista dos raros livros de fantasia/medievalismo lançados em português!</p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<hr style="width: 100%;" />
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><br class="spacer_" /></p>
<p><strong><a href="http://www.paragons.com.br/tag/angus/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Angus">Angus</a> – volume III <br />
 </strong></p>
<p>Orlando Paes Filho</p>
<p>Editora <a href="http://www.paragons.com.br/tag/record/" class="st_tag internal_tag" rel="tag" title="Posts tagged with Record">Record</a></p>
<p>ISBN: 978-85-01-08450-7</p>
<p>Páginas: 350 + 76 em cor</p>

	Tags: <a href="http://www.paragons.com.br/tag/angus/" title="Angus" rel="tag">Angus</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/fantasia/" title="Fantasia" rel="tag">Fantasia</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/medieval/" title="Medieval" rel="tag">Medieval</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/record/" title="Record" rel="tag">Record</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/resenha/" title="Resenha" rel="tag">Resenha</a><br />
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paragons.com.br/resenha-angus-volume-iii/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>13</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Divulgada a Capa de A Guerra dos Tronos</title>
		<link>http://www.paragons.com.br/divulgada-a-capa-de-a-guerra-dos-tronos/</link>
		<comments>http://www.paragons.com.br/divulgada-a-capa-de-a-guerra-dos-tronos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Aug 2010 04:49:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>d.darkangellus</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros e Contos]]></category>
		<category><![CDATA[NOTÍCIAS]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Medieval]]></category>
		<category><![CDATA[RPG]]></category>
		<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paragons.com.br/?p=14917</guid>
		<description><![CDATA[A Editora Leya divulgou a capa do primeiro volume de A Guerra dos Tronos (A Game of Thrones) da série épica As Crônicas de Gelo e Fogo (Song of Ice and Fire), escrita pelo americano George R.R. Martin. O Inverno está chegando&#8230; O lançamento será realizado em breve, pelo selo Leya Cult da editora Leya. O livro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A <a href="http://www.leya.com/gca/index.php?id=110"><strong>Editora Leya</strong></a> divulgou a capa do primeiro volume de A Guerra dos Tronos (<em>A Game of Thrones</em>) da série épica As Crônicas de Gelo e Fogo (<em>Song of Ice and Fire</em>), escrita pelo americano George R.R. Martin. <em>O Inverno está chegando&#8230;<span id="more-14917"></span></em></p>
<p style="text-align: justify;">O lançamento será realizado em breve, pelo selo Leya Cult da editora Leya. O livro foi publicado em agosto de 1996, recebendo muitos prêmios e indicações da crítica especializada, e atualmente está em seu quarto volume. Veja abaixo a capa que logo estará disponível nas livrarias do Brasil:</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-14918" href="http://www.paragons.com.br/divulgada-a-capa-de-a-guerra-dos-tronos/a-guerra-dos-tronos/"><img class="aligncenter size-full wp-image-14918" title="A Game of Thrones " src="http://www.paragons.com.br/wp-content/uploads/2010/08/a-guerra-dos-tronos.jpg" alt="" width="450" height="630" /></a><br class="spacer_" /></p>
<p style="text-align: justify;">Game of Thrones também receberá uma adaptação para TV, que está sendo produzida pelo canal HBO, previsto para o final de 2011. O Paragons já informou anteriormente, confira o primeiro teaser trailer da série Game of Thrones: <a href="http://www.paragons.com.br/hbo-divulga-primeiro-trailer-de-game-of-thrones/"><strong>HBO Divulga Primeiro Trailer de Game of Thrones</strong></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">A Song of Ice and Fire também recebeu uma adaptação da editora Green Ronin, o RPG ganhou o prêmio de prata no <strong>ENnie 2009 de Melhor Regras</strong> e o prêmio de ouro com o <strong>Free PDF of the Quick Start</strong> como Melhor Produto Gratuito.</p>
<p style="text-align: justify;"> </p>

	Tags: <a href="http://www.paragons.com.br/tag/fantasia/" title="Fantasia" rel="tag">Fantasia</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/literatura/" title="Literatura" rel="tag">Literatura</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/medieval/" title="Medieval" rel="tag">Medieval</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/rpg/" title="RPG" rel="tag">RPG</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/series/" title="Séries" rel="tag">Séries</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/tv/" title="TV" rel="tag">TV</a><br />
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paragons.com.br/divulgada-a-capa-de-a-guerra-dos-tronos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>15</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Kzak O Senhor dos Mortos &#8211; Parte 15</title>
		<link>http://www.paragons.com.br/capitulo-15-de-volta-a-boolai/</link>
		<comments>http://www.paragons.com.br/capitulo-15-de-volta-a-boolai/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 03:01:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jones V. Gonçalves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros e Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Medieval]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.paragons.com.br/?p=13379</guid>
		<description><![CDATA[Por séculos ele aguardou no escuro, cinco de suas legiões estão perdidas no esquecimento dos mortais, mas elas lhe aguardam, sim, pois sabem que logo retornará, há quinhentos anos quase conseguiu resgatar seus exércitos quando um tolo chamado Irdan o levou de volta para o mundo dos mortais, agora nos últimos anos sentiu que suas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por séculos ele aguardou no escuro, cinco de suas legiões estão perdidas no esquecimento dos mortais, mas elas lhe aguardam, sim, pois sabem que logo retornará, há quinhentos anos quase conseguiu resgatar seus exércitos quando um tolo chamado Irdan o levou de volta para o mundo dos mortais, agora nos últimos anos sentiu que suas armas estavam vivas nas mãos de um mortal, assim como o manto e a armadura, mas aquele item que tem o poder de a todos unir, este fora muito bem escondido e só agora foi encontrado. Finalmente a espera chegou ao fim e as brechas de luz voltaram à entrar nos domínios escuros de sua prisão, enfim encontraria seu novo hospedeiro para então colocar aqueles que o aprisionaram em seu devido lugar. Os deuses pagariam por seus atos, sim eles pagariam por terem a ousadia de prendê-lo. Aos poucos Kzak tocou a luz, todos os seus pertences estavam espalhados e por isso sua essência se dividiu, fraco viu a neve e o sangue que a manchava, suas espadas foram usadas, mas este hospedeiro nada seria, não tinha ambições, apenas deveria ser usado para testar aos outros, sim, mas para isso precisaria prepará-lo. Outra parte sua voltou ao escuro, um plano que servia de depósito para os diversos artefatos de um mago, apenas a frustração encontrou aqui, deveria se utilizar dos outros para recuperar esta peça, sim deveria fazer isso. Uma festa, uma oração, não sabia aonde estava agora, caminhava sendo ostentado por seu hospedeiro, um militar, um oficial religioso, sim este seria perfeito, mas então encontrou outro, um jovem guerreiro, pensamentos puros ele tinha, mas algo o atormentava, a amargura pela morte do pai e somado a isso tinha por objetivo reunir todos os artefatos que reuniria todo o seu poder, isso era bom, ele tinha amigos, fraquezas e agonias, sim isso era bom, este seria o hospedeiro ideal.</p>
<p>********</p>
<p>Naquele mesmo dia chegaram à Boolai, a pequena cidade não havia mudado muito desde que saíram dali, os estragos do ataque ainda eram reparados em alguns locais. O grupo já conhecia a cidade e todos sabiam o que fazer, Evinwerr preferiu não entrar na vila. Ele falou à Alef que iria ver seu povo e que voltaria pela manhã até a arvore aonde se juntou ao grupo e os esperaria.</p>
<p>Uma vez dentro de Boolai Degos e Shiara despediram-se de seus amigos.</p>
<p>- Alef. – Ele disse. – Preciso Visitar Sir Farric e Nost.</p>
<p>- E depois meu amigo? – O assassino tinha um ar preocupado com o cavaleiro.</p>
<p>- Shiara e eu esperaremos por vocês aqui amanhã.</p>
<p>- Partiremos pela manhã cavaleiro.</p>
<p>- Sim eu sei Alef.</p>
<p>Ditas estas palavras Degos e Shiara se abraçaram e partiram na direção do cemitério de Boolai. Enquanto caminhavam pela via principal Miriane deixou Mirthand e Alef, a menina iria ao templo de Taito e passaria a noite por lá, os dois caminhavam lado a lado, não falavam nada até que o assassino parou, Mirthand olhou para ele intrigado.</p>
<p>- O que houve Alef?</p>
<p>- Uma sensação ruim.</p>
<p>- Que tipo de sensação.</p>
<p>- Apenas ruim, parece que algo está para acontecer, preciso fazer algumas coisas garoto, vejo você amanhã pela manhã.</p>
<p>- Esta certo, vou para casa e amanhã pela manhã estarei na entrada da cidade.</p>
<p>Alef apenas assentiu com a cabeça e se afastou, Mirthand voltou a andar indo em direção a sua casa, iria rever sua mãe e irmãs o que seria bom.</p>
<p>********</p>
<p>A noite na pequena aldeia elfica próxima de Boolai era de festa, Evinwerr filho de Ealastor havia retornado de sua viagem junto aos homens, mesmo que fosse partir pela manhã trouxe alegria aos seus com as histórias sobre Etilia e também por ter voltado com seu irmão Theron.</p>
<p>- Meu filho agora está maduro. – Dizia o velho elfo – A ele um dia entreguei minhas espadas, a ele hoje entrego a armadura das folhas.</p>
<p>Para os elfos de olhos vermelhos a armadura de folhas era o bem mais valioso que um guerreiro poderia deter e apenas os filhos de certas casas a herdavam, sempre fora passada de pai para filho, uma pedra verde brilhante de muitos poderes.</p>
<p>- Use-a com sabedoria meu filho. – completou Ealastor ao entregar a pedra para Evinwerr.</p>
<p>O jovem elfo segurou a pedra em suas mãos e ouviu os murmúrios à sua volta, não era seu povo quem falava, mas sim as plantas ao seu redor.</p>
<p>- Bendito seja Evinwerr. – Ele ouvia – És um novo portador, um entre muitos de seu povo, sempre que precisares filho de Ealastor pede que nós lhe ajudaremos.</p>
<p>Evinwerr nada disse, deixou que as plantas soubessem através de seu coração o que sentia, todas as histórias de seu pai e dos antigos sobre a armadura de folhas ele relembrou, será que agora faria parte de uma delas, não sabia ao certo e também não pensou mais nisso, pois aquela era uma noite para celebrar.</p>
<p>********</p>
<p>Não muito longe da praça central da cidade um grande cemitério abrigava os corpos dos mortos que caíram durante a carnificina causada pelos Garkos, lá estavam enterrados Sir Farric e Nost. Degos que caminhava ao lado de Shiara parou, o sofrimento da perda em seu peito era demais naquelas últimas horas, observou o símbolo de Narsel nas duas lápides, “Gratos pelo esforço de proteger-nos” estava escrito abaixo do símbolo em ambos os túmulos, aos poucos ajoelhou-se a frente dos dois.</p>
<p>- Outros cavaleiros vieram prestar homenagens a estes dois. – Disse uma voz que vinha de trás.</p>
<p>- E o que lhes foi dito? – Perguntou Degos sem se virar.</p>
<p>- Que eles morreram em batalha e um outro cavaleiro dava caça aos assassinos. – respondeu a voz.</p>
<p>- Sim, era isso que poderiam dizer.</p>
<p>- Sim, apenas isso, eles não diferenciam um cadete de um verdadeiro cavaleiro.</p>
<p>Impassível Degos continuou olhando para os túmulos, já Shiara olhou para procurar quem dizia tais coisas. Vestido em pesados mantos de inverno um homem os fitava, mesmo que o frio intenso não tivesse chegado ainda o estranho não parecia se incomodar pelas roupas.</p>
<p>- Qual a sua história jovem cadete, o que tem a me dizer? – continuou o homem.</p>
<p>- Apenas lhe digo que uma guerra esta para se iniciar e que minha jornada agora deverá enfraquecer o inimigo de Narsel. – Respondeu Degos.</p>
<p>- Enfraquecerá o Deus Único, esta guerra já se iniciou há muitos anos.</p>
<p>- Não é do Deus Único que Degos está falando, é dos Garkos e dos Demônios reunidos por eles.</p>
<p>- Cale-se mulher, Garkos, estas criaturas não são muitas e nunca foram organizadas.</p>
<p>- Não é verdade meu senhor. – Degos enfim levantou-se. – Agora é diferente, um soberano reúne estas criaturas e conta com o poder de meio-demônios e demônios menores, ele está em busca do poder de Kzak e eu sei como detê-los.</p>
<p>- Graves são estas noticias cadete, se forem reais teremos problemas em nossas terras e com tantos homens no auxilio contra o Deus Único ficará ainda mais difícil.</p>
<p>- O acampamento de Narsel à leste foi destruído por um grupo de ataque formado por ogres comandados por um meio-demônio, tenho razões para acreditar que os Garkos também estejam se aliando às tribos da montanha e aos ogres e Krells.</p>
<p>- Levarei estas noticias à Narsel cadete e citarei seu nome. – O estranho começou a andar e desaparece entre os muitos túmulos.</p>
<p>- Quem era aquele homem? – Shiara perguntou a Degos que não desviou nem por um minuto o olhar dos túmulos de seu primo e de seu mentor.</p>
<p>- Um mensageiro fantasma, uma espécie de cavaleiro com um dever especial. – Respondeu ainda concentrado.</p>
<p>- Que dever é esse? – Ela ficava cada vez mais curiosa.</p>
<p>- Ouvir as histórias de cavaleiros que foram ou serão acusados de traição, julgá-los e puni-los se forem culpados.</p>
<p>- E você seria acusado?</p>
<p>- Sim não procurei auxilio no acampamento ou mandei mensagem pedindo autorização para partir de meu posto, pelo menos parece que ele acreditou na nossa história.</p>
<p>- E então o que ele fará?</p>
<p>- Deve levar para o conselho as noticias e indicar meu nome para ser nomeado cavaleiro. – Degos olhou para Shiara e por fim disse. – Precisamos descansar.</p>
<p>********</p>
<p>A igreja de Taito não era pequena em Boolai, Miriane foi treinada aqui e seu mentor Aurin iria ajudá-la, estava um pouco confusa com o que teria de fazer. Seu maior temor era andar ao lado de Alef, um assassino experiente pelo que pode notar, como ela poderia andar ao lado dele.</p>
<p>- Às vezes minha filha o bem e o mal devem andar juntos em busca de um objetivo maior.</p>
<p>- Mas eu não sei se ele é mesmo mal, parece não fazer distinção entre o bem e o mal e é o que mais me preocupa. – Dizia ela.</p>
<p>- A neutralidade nem sempre é ruim, Taito minha filha pode parecer bom para nós, pois seu calor nos dá vida, mas também pode ser mal e nos castigar com o mesmo calor.</p>
<p>- Um assassino não é igual a Taito, não os compare irmão, Taito dá a vida e o assassino apenas à tira.</p>
<p>- Minha filha não foi você quem disse que este assassino a salvou algumas vezes. – Argumentou o abade.</p>
<p>- Sim ele me salvou.</p>
<p>- Então mesmo não podendo dar a vida ele a salva, um homem pode mudar menina.</p>
<p>- Se você o visse matar irmão, é como se não tivesse a menor diferença, não sofre como eu e também não sente alegria com aquilo, é como se fosse apenas algo rotineiro.</p>
<p>- E isso a deixa angustiada minha filha?</p>
<p>- Bastante, a única vez que vi alguma emoção nele foi ao vê-lo matar um sacerdote do Deus Único.</p>
<p>- Que tipo de emoção menina?</p>
<p>- Eu vi prazer irmão, foi prazer que eu vi nos olhos dele quando eliminava os homens do Deus Único.</p>
<p>- Não se sinta culpada por andar ao lado dele, você conhece a existência dos templários de Taito não?</p>
<p>- Sim irmão, são guerreiros que defendem os templos.</p>
<p>- Nem sempre foram apenas isso menina, durante a guerra de Ainister quando os próprios deuses se confrontaram os templários atuaram como assassinos frios e irrascíveis, como vê minha filha até nós religiosos já utilizamos este tipo de pessoas.</p>
<p>- Templários assassinos? – Miriane estava horrorizada com a idéia.</p>
<p>- Sim minha filha, você deve entender que quando um bem maior é a meta pequenas ações maléficas podem ser necessárias, pense nisso.</p>
<p>- Vou pensar Aurin.</p>
<p>- Agora menina você disse que sua maça e seu escudo foram destruídos? – Falava o clérigo com um ar preocupado</p>
<p>- Sim em Arcondris. – Respondeu ela.</p>
<p>- Tenho algo para você aqui, fazem anos que não os uso. – Aurin levou Miriane até o subsolo e mostrou-lhe o conteúdo de um antigo baú. – minha armadura, meu escudo e minha maça, eles agora pertencem a você.</p>
<p>- Mas Aurin são suas armas.</p>
<p>- Eu sei minha filha, são de um tempo em que eu sai pelo mundo para ter minhas aventuras, buscava conhecimento pelos reinos, mas estes tempos já se passaram e agora você fará melhor uso deles.</p>
<p>Pela primeira vez ela pos os olhos naquelas magníficas peças, o escudo do leão estava sobre os outros, ela ergueu-o observando a face do felino que se desenhava em alto relevo na superfície do objeto, abaixo dele se encontrava uma das poucas armaduras de Taito espalhadas pelos reinos, um peitoral de aço dourado com o símbolo do deus sol gravado no peito, Miriane passou a vesti-la e a própria armadura mudou, diminuindo seu tamanho para ajustar-se ao corpo da sacerdotisa e lá no fundo do baú escondia-se a maça de Aurin, um item fabricado pelo próprio clérigo, o cabo de adamantina era encoberto por filetes de couro cru para amaciar a empunhadura e a cabeça da maça fora feita de ouro com o formato de um sol, tanto armadura quanto arma pareciam irradiar uma luz própria tornando-as ainda mais belas.</p>
<p>- Agora você precisa descansar minha filha, sua jornada será longa. – disse por fim.</p>
<p>********</p>
<p>O ambiente era escuro dentro da taverna Dente de Dragão, a única em Boolai, com este nome por causa de uma peça decorativa, um dente com mais de um metro e meio que ficava na parede atrás do balcão. O taverneiro era jovem, seu pai fora um antigo aventureiro e em sua aposentadoria fundou a taverna, quando morreu o rapaz assumiu. O cliente que nesta hora entrava já era conhecido, embora desaparecido por alguns dias Kelvin ainda lembrava-se de Alef.</p>
<p>- E então Alef sumiu nestes dias, pensei até mesmo que fosse uma das vitimas do ataque. – Kalvin tinha um tom enfadonho na voz.</p>
<p>- É bom vê-lo também Kalvin, estive fora da cidade e também agora não pretendo ficar muito. – respondeu o assassino.</p>
<p>- Entendo, então o que vai ser hoje? – O rapaz parecia um pouco mais interessado na conversa.</p>
<p>- Informação. – Disse Alef enquanto deixava uma moeda de ouro sobre o balcão.</p>
<p>- De que tipo? – O garoto vivia em uma taverna e sabia escutar o que garantia seus ganhos extras quando encontrava alguém interessado.</p>
<p>- Um grupo de pessoas que vi mais cedo antes de vir pra cá.</p>
<p>- Dois humanos e um halfling? – Sugeriu o taverneiro.</p>
<p>- Esses mesmo. O que eles procuram? – Outra moeda caiu sobre o balcão.</p>
<p>- Pelo que sei procuram pelo filho de Kevin, um jovem chamado Mirthand.</p>
<p>Alef parou para pensar um pouco.</p>
<p>- Alguém mais o procura?</p>
<p>- Não, apenas este grupo, mas eu ouvi mais sobre eles. – Ele estendeu a mão e Alef lhe deu outra moeda. – Existem boatos de que dois meio-Krells e uma elfa cinzenta viajam com eles.</p>
<p>- Isso é ruim. – Pensou Alef em voz alta. – Parece que a estadia aqui não será nada boa.</p>
<p>- Por que meu amigo? – Kalvin pescou os pensamentos do assassino.</p>
<p>- Nada importante. – Alef pareceu acordar de seus pensamentos. – Adeus Kalvin.</p>
<p>- Adeus meu amigo.</p>
<p>Depois que Alef saiu da taverna um dos freqüentadores o qual estava em uma mesa próxima levanta-se e vai ao balcão. Cinco peças de ouro caíram de sua mão sobre o móvel. Ele cumprimentou com uma reverencia o taverneiro e saiu.</p>
<p>********</p>
<p>Ao chegar em casa Mirthand levou a carroça e os cavalos até o celeiro. Tratou os animais com comida e descanso para depois entrar. Esperava ver a mãe e suas irmãs, porem a casa estava vazia, não havia ninguém, nem mesmo comida ou roupas, apenas um bilhete preso sobre a mesa. Nele sua irmã mais velha relata sobre a decisão de irem para Narsel. Ficariam na casa do tio Iales, irmão de sua mãe, depois de ler largou o bilhete e jogou-se em uma cadeira. “É hora de pensar em algo menos cansativo” dizia  para si.</p>
<p>- Sim garoto, é hora de pensar em algo revigorante. – A voz vinha do fundo de sua mente. – ou seria hora de agir, não sei, parece que todos lhe abandonaram não foi?</p>
<p>- Não ninguém me abandonou. – Ele lutava contra aquele pensamento.</p>
<p>- Á, &#8211; a voz ficava ameaçadora – lhe abandonaram sim. Primeiro seu pai, depois Dambran que não lhe pediu para ficar e agora sua mãe e irmãs.</p>
<p>- Isso não é verdade. Meu pai morreu, Dambran sabia que minha busca não me permitiria ficar e minha mãe fez o que era melhor.</p>
<p>- Ilusões garoto. – A voz se abrandou. – Iluda-se com isso, mas o certo é que você está sozinho.</p>
<p><strong>Capitulo 15</strong></p>
<p><strong>De Volta a Boolai<a rel="attachment wp-att-13850" href="http://www.paragons.com.br/kzak-o-senhor-dos-mortos-parte-12/kzak-8/"><br />
</a><br />
</strong></p>
<p>- Não estou. Existem também meus amigos que viajam junto a mim.</p>
<p>- Hahahaha – ria-se a voz. – Eles estão mais preocupados com seus próprios afazeres do que com você, o cavaleiro e a feiticeira pensam apenas um no outro, o elfo nunca se aproximou de você apenas do assassino com o qual você brigou.</p>
<p>- Ainda resta Miriane. – Ele parecia mais implorar do que realmente afirmar.</p>
<p>- Mas por quanto tempo? Admita garoto você está sozinho e está fraco. – A afirmação naquela voz doía em sua mente.</p>
<p>- Não posso estar sozinho – Mirthand agora parecia desesperado. – não posso ser fraco, preciso ser forte igual a meu pai.</p>
<p>- Eu posso lhe dar a força que precisa – tentou a voz – e se estiver comigo nunca mais estará sozinho de novo, aceite minha oferta.</p>
<p>- Como você me dará força?</p>
<p>- Do mesmo jeito que dei a vários outros antes de você. Pegue a mascara garoto e use-a. Prometo-lhe que assim terá mais força do que seu pai jamais teve e poderá viver cercado de pessoas por todos os lados.</p>
<p>Mirthand observou a mochila, com uma de suas mãos buscou pelo objeto. Sim lá estava ela. Um rosto de cerâmica que não assustaria ninguém, aos poucos começou a coloca-la em seu rosto, pequenos filetes de sangue correram pelos cantos da mascara. Gritava de dor e o sangue não parava de correr, então o rosto ganhou vida. A mascara desapareceu como se tragada pelo rosto de Mirthand.</p>
<p>- Sangue e dor, medo e poder é o que preciso agora. – após falar isso saiu da casa para a imensidão da noite.</p>
<p>Pela manhã o garoto acordou em sua casa. Não lembrava-se de nada da noite anterior. Nem da conversa que teve. Aos poucos juntou suas coisas e foi buscar os cavalos.</p>
<p><strong></strong></p>
<p>This post was submitted by Jones V. Gonçalves.</p>
	Tags: <a href="http://www.paragons.com.br/tag/colaboracao/" title="Colaboração" rel="tag">Colaboração</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/fantasia/" title="Fantasia" rel="tag">Fantasia</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/literatura/" title="Literatura" rel="tag">Literatura</a>, <a href="http://www.paragons.com.br/tag/medieval/" title="Medieval" rel="tag">Medieval</a><br />
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.paragons.com.br/capitulo-15-de-volta-a-boolai/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
<!-- WP Super Cache is installed but broken. The path to wp-cache-phase1.php in wp-content/advanced-cache.php must be fixed! -->