Old Dragon: na Era da Desolação
Olá a todos!
Conforme prometido na semana passada cá estamos com o primeiro artigo que visa “explicar” e introduzir os conceitos do Cenário Legião: a Era da Desolação, o primeiro cenário oficial para o Old Dragon.
Começamos pelo mais básico. As divindades de Legião. As entidades que patrocinam as igrejas/religiões, são o exemplo perfeito da personalidade mortal. São ciumentas, egoístas, gananciosas, dissimuladas, cobiçosas, mesquinhas e ao contrário do senso comum, mortais!
Em Ry’anon (Ry’anon está para planeta assim como Terra está para o nosso), o censo comum e a personificação extrema contam que a o ocorrido nos céus influi diretamente e dramaticamente na vida dos mortais. O principal exemplo dessa relação se dá pela lenda da gênese. A história por detrás dos acontecimentos da primeira era das trevas que influenciou diretamente no destino de todas as raças mortais:
Em tempos imemoriais, havia em uma poeira de poder qualquer num dos 7 cantos do universo, duas forças: O Nada e o Tempo. Estes, num momento de inspiração, criam então Hés-Élias e sua mulher (aquela que não podia ter seu nome pronunciado).
Ele com o poder supremo da criação e ela com o poder supremo da destruição. Hés-Élias e sua mulher criam então, dividindo seus poderes de forma diferente, onze manifestações de poder que são conhecidos como os filhos de Hés-Élias, todos com poderes iguais e complementares entre si. Sozinhos eram fracos e indefesos. Juntos formaram com a doação de uma gota de seu imenso poder, vários aspectos de vida e ação em interpretações totalmente diferentes.
Radaksan formou os homens a sua imagem e semelhança lhes dando o dom do erro e do acerto além da noção do justo. Irina juntou os homens formando o amor entre eles. Turan lhes deu o poder da magia, enquanto Lantus lhes deu o conhecimento e a sabedoria. Malfroin e Dzenis lhes deram o frio e o fogo respectivamente. Bronkor lhes deu agressividade enquanto Zulam procurou lhes dar discernimento e reflexão. Dagus lhes deu a água formadora de Vida. Ilandra lhes deu a natureza, os animais e todas as plantas e para dar equilíbrio a tudo, Nastirty deu-lhes o poder da maldade à humanidade, mas cobrou um preço alto lhes tirando a imortalidade da vida.
Tudo transcorria bem, dominavam um mundo fértil e próspero habitado por humanos e outras raças também criadas pelos Deuses, até o dia que Hés-Élias, o pai dos Deuses e governador supremo dos alísios teve que se ausentar junto com sua esposa para domar uma criatura sobredivina de poder incomensurável que ameaçava engolir todo o plano, nos longínquos limites de seu império. Antes de partir, ele reúne todos os seus onze filhos e num pronunciamento diz:
— Aguardem o meu retorno, pois não tardarei! Mais tarde Irina vai ao encontro de Radaksan, seu irmão e amante, o Deus mais cultuado e preferido do panteão: — O que o fazes aqui, Radaksan, meu amor? — Observo o mundo doshomens, tão belo, tão cheio de vida… Sou ao mesmo tempo pai e invejoso de tamanha simplicidade.
Sem que percebessem, eram observados por Turan, que, dotado de inveja no seu estado mais concentrado, amaldiçoa Radaksan.
Mais tarde, no palácio, Turan entra apressado: — Irmãos! Tenho informações importantíssimas a respeito de um traidor. Intrigados, os Deuses se entreolham e pedem para que Turan prossiga. — Radaksan tem planos para derrubar o pai Hés-Élias e nossa Mãe, enganando até mesmo sua amada Irina. Devemos ir ao seu encalço neste momento e dar fim aos planos do traidor. Nastirty, o Deus da maldade, se pronuncia: — Não tomarei parte desta ação, pois se algo der errado, serei o único culpado e se der certo serei o único que não receberei os
créditos. Zulam, Deus e senhor da paz ergue seu braço e diz. — A violência será nossa ruína, devemos esperar nosso Pai para tomarmos qualquer decisão. Bronkor, sacando sua espada, grita: — Se Radaksan deve ser punido, minha espada será o seu juiz e assim o será! Aqueles que seguirem o rastro de destruição de minha espada estarão comigo. Os que optarem por não me seguir serão os próximos. Liderados e ameaçados por Bronkor, persuadidos e enfeitiçados por Turan, todos saem à caça de Radaksan.
Não acreditando no que vê, Irina cai de joelhos em prantos, diante da figura sinistra e misteriosa de Turan, que apenas ensaia um sorriso tímido e sarcástico.
Em outro ponto do palácio, estava Radaksan, filosofando sobre seus seguidores e o amor que sentia por Irina, quando seus irmãos surgem ao redor. Imediatamente ele percebe a figura de Irina, perplexa e sendo consolada por seu desafeto e irmão Turan.
Radaksan se enfurece ao ver a cena e pergunta: — Qual a razão para tudo isso, por que choras meu amor? Para a surpresa de todos, Zulam é o primeiro a se manifestar: — Você é acusado de conspirar contra nosso pai Hés-Élias. Ilandra, vestida de verde, diz com sua voz doce: — Radaksan mesmo sendo meu irmão preferido, por que fizeste isso conosco? Por que fizeste isto comigo? Infelizmente temos que fazer isto, afinal tu és culpado.
Acuado Radaksan observa tudo perplexo, sem compreender nada do que está ocorrendo, até que Irina, aos prantos, se dirige a ele novamente. — Agora pagará por tudo que me fez, já que minha mágoa o julgou culpado! E numa ação conjunta, Irina, Ilandra e Lantus paralisam Radaksan. Zulam grita e com um toque suga toda a resistência de seu irmão. Dzenis com uma enorme bola de fogo, envolve Radaksan para que queime. Dagus retira todo fluído de poder do corpo do líder do Panteão. Bronkor com toda a volúpia saca sua espada e com um poderoso golpe decapita seu irmão, enquanto Malfroin congela seu corpo paralisado, queimado, ressequido e decapitado num forte bloco de gelo.
Todos se colocam diante de Radaksan decapitado. O peso de uma pergunta paira no ar e no semblante de cada um uma incerteza sobre o futuro. Turan em êxtase se aproxima: — Agora devemos tirar proveito da situação. Devemos partilhar os poderes de Radaksan para que possamos ficar mais fortes. Alguns aceitam imediatamente, outros ficam indecisos, enquanto Irina demonstra arrependimento, sendo logo consolada por Turan.
Um clima pesado toma conta do ar e o palácio perde seu brilho costumeiro. Hés-Élias e sua Senhora voltam triunfantes de sua empreitada. Remorah estava vencido e o plano estava a salvo, embora de imediato logo percebem algo de estranho ao surpreenderem Irina chorando à beira do lago: — Por que choras minha bela criança? — Choro por meu ato pai, e por negar meu destino.
Hés-Élias imediatamente nota um brilho no fundo do lago e traz a tona o bloco de gelo, se surpreendendo com o estado do corpo de Radaksan, queimado, seco, decapitado e congelado.
Com um toque de fúria, Hés-Élias convoca a todos: — Como Deuses eu os criei, e agora como Deuses reivindico suas responsabilidades. Todos os outros Deuses se mostram aflitos e surpresos, e Hés-Élias mais furioso diante de tamanho silêncio esbraveja: — Quem é o responsável por tudo isso? Mas todos tornam a permanecer em silêncio. — Eu, Hés-Élias, pai dos Deuses, vos digo que Radaksan era meu filho favorito, e que eu o preparava para me substituir, mas agora ele e eu nos encontramos traídos por todos vocês! Neste momento, Nastirty tenta falar, mas antes que pudesse, Hés-Élias, num relance, faz todo o rosto do Deus negro ficar completamente sem face. — Fique quieto Nastirty. Conheço-lhe e sei que deve estar por trás desta história. Deve ser o único responsável por tal barbárie!
Com sangue nos olhos, Hés-Élias volta a se exaltar: — Vejo que preferem o silêncio, mas eu agirei como meu filho morto, o qual não posso trazer à vida! E se dirigindo a sua esposa questiona: — Minha Senhora, quem é o culpado?
Se dirigindo para Nastirty, agora um Deus sem Face, diz: —Você Nastirty, que se neutralizou, é minha mais grata surpresa. Será o menos castigado, e terá poder de sobra para corromper e fazer sofrer. Seus tentáculos se alastrarão como uma peste. Com cada destruição de vida receberá mais e mais poder, e sua Igreja se tornará em breve a mais poderosa esmagando todas as outras.
A Deusa Irina Reencarnada
– E para minha fiel Esposa, concedo o maior dos presentes. A cada morte no mundo você ganhará mais e mais poder, para que um dia, com a minha morte, sejas forte e poderosa para reinar em meu lugar.
E se levantando com os punhos cerrados e levados ao alto da cabeça, proclama: —Destas palavras se farão às leis. E que assim seja por toda a eternidade!
Embora esta versão possa variar de igreja para igreja e de tempos em tempos, ela é tida como evangelho fundamental da existẽncia mortal em Ry’anon. E dela não é difícil extrair os principais cânones que regulam Ry’anon. Um mundo onde a humanidade está abandonada, a justiça perdeu seu patrono e regulador, a morte é a regra mais forte, e a Magia é traiçoeira e enganadora.
Não é possível saber se a lenda explica o mundo ou o mundo explica a lenda. O que se pode afirmar é que ela é a representação ideal do “clima” de Ry’anon. Dificuldade, traição e ambição que juntas só podem resultar uma coisa. A Desolação!
* Legenda das Ilustrações: 1- Turan, o que Ilude. 2- Bronkor, Deus da guerra. 3-Nastirty, morte, destruição e sofrimento.




















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Dark Fantasy é um dos meus tipos favoritos para cenários.
Aliás, meu cenário próprio também tem este clima pesado. Poderia aproveitar para citar de onde vêm as referências e inspirações para criar este cenário.
[...] This post was mentioned on Twitter by Paragons, Paragons. Paragons said: Agora no #Paragons :: Old Dragon: na Era da Desolação – http://bit.ly/d5V0Rz [...]
parabens pelo cenario,e pelas ilustraçoes (foram criadas para o Od?). Nao sao muito fã de criaturas com armaduras cheias de espinhos, mas o desenho é bacana
@rafael beltrame: Nada! São do Legião não. Eu só coloquei estas imagens pra ilustrar o texto e não deixar o post muito carregado.
Esteticamente esse monte de espinho tb não teria muito a ver com o que eu penso do legião, mas mesmo assim pra retratar Deuses, ainda daria pra suportar um pouco.
putz, foi mal, sou leigo quando se trata de algo q nao é D&D ou retro clone, hehehe. (a proposito: parabens pelo trabalho no OD!)
Este cenário já teve uma versão para d20 publicada em outro site? Lembro que foi um dos cenários mais empolgantes que li na época…
@Fausto: O próprio! :) Espero que quase 6 anos de avolução em mesa tenham mantido a “empolgação” do cenário!
@falerpg Nem de longe ele twitta todos os comentários. É só a cada meia hora e se houver comentário em post diferente do último.
@Paragons e cm tb fiz palestra não posso negar, dungeon confusa fez apenas 3 pessoas irem ver a minha apresentação, sad very sad
@Paragons e cm tb fiz palestra não posso negar, dungeon confusa fez apenas 3 pessoas irem ver a minha apresentação, sad very sad
@Paladino_San Talvez a tendência seja mesmo estas mesas especiais como o RPGArautos e Torneio Tentacular.
@Paladino_San Talvez a tendência seja mesmo estas mesas especiais como o RPGArautos e Torneio Tentacular.
@Paragons pois é, principalmente pela facilidade e pelo apoio dos caras. Lembre-se 4E é mais fácil p novatos
@Paragons acho que placas e flechas resolveriam quase tudo!!!além de incentivo p o uso do cartão! mas ano que vem estará melhor!cheers
@Paragons ah tah, por um momento fiquei com medo de flood!!