Olá a todos!
Chegamos a nossa 23 semana. Isso quer dizer que semana que vem fechamos 6 meses de projeto! Muito bom! Eu que quando comecei achava que o projeto não teria muito futuro, me surpreendo a cada semana do rumo que essa estória vai alcançando!
Mas deixemos de papo. Essa semana finalmente terminaremos o estágio élfico de nossa narrativa. Nossos heróis (ao menos os sobreviventes) já têm um novo destino e precisamos saber o que os espera!
Veja pra onde nossos leitores enviaram nossos heróis:
E vamos pro texto! Algumas pessoas podem achar que eu não segui o que foi determinado nas enquetes. Na verdade a decisão será respeitada sim! Sempre! Só que por uma questão de narrativa ela só entrará no texto de hoje! ;D
O Solaru sentiu uma dor lancinante em um dos joelhos. Olhando pra perna, viu uma garota humana com traços demoníacos e um cabo de pente de osso com quase todos os dentes quebrados na mão. Os dentes faltantes estavam todos enterrados na lateral do seu joelho, numa dor insuportável ele jamais podia imaginar sentir.
A figura da criança saltou de pé pra trás e rosnou para ele. Com olhos cinzas e dentes afiados, com a unha negra e as veias roxas sob a pele branca. Nada disso, nem a dor, nem o sangue que empapavam o chão no entanto eram importantes naquele momento. Apenas uma marca circular em sua testa era capaz de chamar a sua atenção.
Sua mestra estava certa! O medalhão estava próximo, mas infelizmente ele estava do lado oposto do medalhão. Pelo menos naquele momento.
Antes que pudesse pensar em qualquer coisa, a criatura outrora infantil saltou sobre seu pescoço tentando dilacerar a sua jugular. Felizmente ele conseguira colocar o arco entre ele e a criança possuída, mas tamanha era a força da pequena, que a madeira envergava e estalava, próxima de se partir.
…
Depois de desistirem de pensar no que poderia ter arrancado a barreira de madeira que os separava do distrito estrangeiro, os homens da mata invadiram a cidade, espalhando-se em todas as direções. Duas ruas a esquerda, um enorme incêndio podia ser notado por conta da grande quantidade de fumaça. A maioria dos homens correu naquela direção enquanto outros entravam em combate com um pequeno destacamento élfico que passava por ali em busca de novos estrangeiros para matar.
Percorrendo o caminho eles se depararam com uma cena impressionante. Aparentemente tomado por uma força sobrenatural, um homem agarrava a mão de duas pessoas no teto semi-ruído do que provavelmente tinha sido uma taverna. Abaixo deles o incêndio de grandes proporções, que os tornava inacessíveis.
Um druida, clamando pela bênção da natureza se ajoelhou e não viu que o que estava anunciado acontecera. O telhado ruíra e os três caíram irremediavelmente dentro das chamas.
…
Tirando as cinzas do rosto, Aldak se viu incrédulo no meio das chamas. Sua pele estava intacta. Seus amigos se levantavam e também não acreditavam no que presenciavam. Mesmo terrivelmente surpresos eles fizeram a primeira coisa que suas mentes ordenou: correr!
Desesperados e pisando sobre o fogo e madeira em brasa, eles nada sentiam. Em segundos estavam caídos na rua, fora do incêndio e sendo recolhidos e amparados por homens desconhecidos. Imediatamente Aldak olhou para o sobrado buscando qualquer informação que revelasse o vencedor da briga. Não encontrou nada. Nem o Solaru nem o que o atacara. Enquanto eles eram evacuados para a mata fugindo de prováveis novos ataques élficos ele não deixava de pensar no medalhão.
…
A força da pequena criança demônio era muito superior a sua. O arco envergava sobre seu pescoço e ao mesmo tempo que impedia a criatura de dilacerar seu pescoço, lhe apertava a garganta e lhe tirava a respiração. Ele fechava os olhos buscando o último suspiro de força, enquanto que o arco tensionava mais e mais prestes se quebrar. Sua face estava roxa e ele prestes a perder a consciência. A última coisa que ouviu foi o estalo final do arco. Ele havia se quebrado, mas isso já não importava. O solaru caía desacordado com um demônio sobre ele.
Continua…
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